sábado, 24 de outubro de 2009

IOF estrangeiros

18132 de 1828123/Out/2009 09:56 [Citar este comentário] 0 [Nível 0] small caps Usuário PremiumComentários: 3129 - Desde: Fev 2007 citação: apolo20sexta-feira, 23 de outubro de 2009, 08:54 | Online Governo quer testar IOF até o fim do ano AE - Agencia Estado Tamanho do texto? A A A A BRASÍLIA - Apesar das pressões para que altere a regra de taxar o ingresso de capitais externos com a alíquota de 2% do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), a tendência do governo é tentar manter a decisão pelo menos até o fim do ano. Essa é a orientação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que, embora sensível às argumentações do setor financeiro, acredita que a medida deve ser testada por mais tempo. Ontem, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse à Agência Estado que não pensa em alterar a taxação. No fim da tarde, ele recebeu o presidente da BM&FBovespa, Edemir Pinto, que pediu a revisão da medida, pelo menos para operações de abertura de capital, proposta defendida também pelo líder do PT no Senado, Aloizio Mercadante (SP). "É muito cedo para pensar em mudar um instrumento que acabou de ser implementado. É prematuro pensar em qualquer alteração antes de ver o impacto que a medida terá", disse Mantega, acrescentando acreditar que a taxação estancará o processo de valorização acelerada do real. "Sem essa medida, o dólar já estaria abaixo de R$ 1,70. Quero deixar claro que o objetivo não era provocar a desvalorização acelerada do real. A ideia é suavizar a valorização da moeda e retirar os exageros. A tributação vai ficar como está."Conforme fontes ouvidas pela Agência Estado, o governo trabalha informalmente com o nível ao redor de R$ 1,70 para o dólar. E é esse número que será testado. O problema é que a necessidade de frear a alta do real enfrenta a onda de investimentos estrangeiros, que identifica o Brasil como porto seguro no pós-crise financeira. Mantega afirmou que ainda não é possível medir o impacto do IOF no capital especulativo, que foi o principal foco da decisão. "É preciso esperar que o mercado assimile a medida", disse, mostrando confiança de que o capital de longo prazo, que aposta no crescimento e na rentabilidade da produção, continuará interessado no Brasil. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo. Isto me parece vontade de aumentar a arrecadação... embora bastante burra. O custo de financiamento da dívida de longo prazo, a que o estrangeiro tem maior participação relativa (acho eu), aumenta, anulando o efeito de curto prazo... A medida mais eficaz que poderiam fazer é chegar la na China e dizer: Parem de crescer! Isto faria o dólar disparar no Brasil, uma vez que é a China quem sustenta o aumento animalesco que as commodities tiveram nos últimos anos. Mudou totalmente o país, provando que o nosso Molusco tem uma sorte tremenda! Abraços, Small caps.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Recompra de Ações

17054 de 17091Modificado em 13/Out/2009 21:12 [Citar este comentário] 0

[Nível 0] Capa_PretaComentários: 1652 - Desde: Dez 2008

citação: bobsponja

Boa noite, colega, quando uma empresa anuncia que irá iniciar um novo programa de ações, o que basicamente, isso significa??? Isso é bom ou ruin??? ou não tem efeito?? Desculpa, mas sou novato, se puder me ajudar, ficaria grato....tenha uma boa noite e bons trades....

Vamos lá Bob.

Ações são "frações" de uma empresa... Então eu tenho uma empresa que vale R$ 100,00 e lanço 100 ações. Cada ação vale então R$ 1,00.

Agora eu resolvo que estão baratas e resolvo recomprar e cancelar 10 ações... Tenho então uma empresa que vale R$ 100 só que ao invés de 100 são só 90 ações (cancelei 10% das ações emitidas) logo... cada ação vale R$ 1,11.

Parece bom para quem tem ações não?

17057 de 1709113/Out/2009 21:37 [Citar este comentário] 0

[Nível 0] pppadv Usuário PremiumComentários: 4773 - Desde: Mar 2007

Só tem um detalhe, pasra a empresa recomprar as 10 ações no mercado, gastou R$ 10,00 do seu caixa, e o valor da empresa não é mais R$ 100,00 e sim R$ 90,00, que dividido popr 90 ações resulta os mesmos R$ 1,00 por ação!

A vantagem é que os lucros futuros passam a ser distribuídos por 90 ações e não 100 ações como antes da recompra!

17064 de 1709113/Out/2009 22:24 [Citar este comentário] 0

[Nível 0] Capa_PretaComentários: 1652 - Desde: Dez 2008

De fato tens um ponto. Ai entra a mágica do IPO ou da venda de ações em tesouraria quando as cotações estão altas ou a empresa "cara" como preferir.

O mais importante meeeeesmo é que quando o "dono" ou gestor de um negócio resolve recomprar seus papéis ele indica ao mercado que seus papéis/empresa valem mais do que o preço negociado... A lógica é relativamente simplória mas quem conheceria melhor um negócio do que o dono e/ou majoritário? Quem teria informações mais precisas que permitam um valuation mais acurado que o deles?

Contratos negociados na BMF

Contratos negociados na BMF

17008 de 1702812/Out/2009 22:48 [Citar este comentário] 2

[Nível 0] Capa_PretaComentários: 1637 - Desde: Dez 2008

Breve explicação sobre "contratos" negociados na BMF (Doleta, Jureta e Bovepa)

By Gringolandia: http://gringolandianabolsa.blogspot.com/2009/03/bom-pessoal-para-inicio-de-conv ersa.html

"Bom pessoal, para início de conversa tenho uma rotina de monitorar três principais fontes de tendências na BM&F/Bovespa no que diz respeito ao posicionamento dos estrangeiros nos contratos futuros em aberto de juros, dolar e Ibovespa. A função principal nesta modalidade é o uso do hedge (proteção) em relação ao mercado a vista.

Estes três podem sempre nos dar a tendência do mercado como por exemplo:

1) Nos contratos futuros de dolar quanto mais comprados estão significa que a tendência da moeda é altista portanto o mercado de ações seguirá provavelmente a posição inversa, ou seja, baixista.

2) Por outro lado, caso os contratos de juros futuros estejam caindo, significa perspectivas de juros menores no mercado, ou seja, poderá ocorrer uma migração do investimento de renda fixa para renda variável, portanto assumindo uma posição altista para o mercado de ações.

3) Para finalizar, os contratos futuros de índice ibovespa funcionam geralmente para proteção de carteira (hegde) negociadas no mercado a vista. Mas grandes variações com mudança de saldo posivito/negativo ou vice-versa expressa que o mercado também poderá virar."

Abraço e bom proveito

Capa

Contratos negociados na BMF

Contratos negociados na BMF

17008 de 1702812/Out/2009 22:48 [Citar este comentário] 2

[Nível 0] Capa_PretaComentários: 1637 - Desde: Dez 2008

Breve explicação sobre "contratos" negociados na BMF (Doleta, Jureta e Bovepa)

By Gringolandia: http://gringolandianabolsa.blogspot.com/2009/03/bom-pessoal-para-inicio-de-conv ersa.html

"Bom pessoal, para início de conversa tenho uma rotina de monitorar três principais fontes de tendências na BM&F/Bovespa no que diz respeito ao posicionamento dos estrangeiros nos contratos futuros em aberto de juros, dolar e Ibovespa. A função principal nesta modalidade é o uso do hedge (proteção) em relação ao mercado a vista.

Estes três podem sempre nos dar a tendência do mercado como por exemplo:

1) Nos contratos futuros de dolar quanto mais comprados estão significa que a tendência da moeda é altista portanto o mercado de ações seguirá provavelmente a posição inversa, ou seja, baixista.

2) Por outro lado, caso os contratos de juros futuros estejam caindo, significa perspectivas de juros menores no mercado, ou seja, poderá ocorrer uma migração do investimento de renda fixa para renda variável, portanto assumindo uma posição altista para o mercado de ações.

3) Para finalizar, os contratos futuros de índice ibovespa funcionam geralmente para proteção de carteira (hegde) negociadas no mercado a vista. Mas grandes variações com mudança de saldo posivito/negativo ou vice-versa expressa que o mercado também poderá virar."

Abraço e bom proveito

Capa

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Blueship X Small Caps

Blueship X Small Caps

75 de 5068 26/Set/2008 23:08 0

mpfuzarca Usuário Premium Comentários: 61 - Desde: Ago 2007

Small

No atual cenário não seria melhor compra as blues que se recuperam mais rápido

e a após a recuperação compra as smalls desprezadas?

76 de 5068 26/Set/2008 23:24 0

1 small caps Usuário Premium Comentários: 2794 - Desde: Fev 2007

"mpfuzarca, obrigado!"

"Eu faria posição em ambos os tipos de ativos aos poucos. Como leitor do livro, vc verá que eu destaquei quais são os fatores que mais influenciam as blue chips e as small caps. Falei sobre a composição de uma carteira de ações, também."

"Ainda não considero as blue chips como grandes barganhas, considerando o aumento da taxa de juros do país (vc verá sobre isto na análise multimercado e a influência que isto tem nos preços das ações)."

"Mas se não tivesse posicionado ainda nas blue, já estaria começando, com compras calmas, pois a irracionalidade do mercado pode levá-las a níveis de preços ainda mais baixos. Os P/L's das principais blue (Petro e Vale) estão longe de indicar preços de empresas desvalorizadas... (ainda acima de 10) Bom, isto depois de quedas muito fortes... imagina como não estava, quando tanta gente entrou nos fundos que tem tais ações(certamente para pagar a conta dos lucros alheios...)."

"Depois de ler o livro, se ficarem dúvidas, ou se quiser mandar um feed-back, pode mandar um e-mail para smallcaps@pop.com.br"

"Abraços,"

Small caps

http://br.advfn.com/p.php?pid=blogbr&blog=small_caps

858 de 5068 11/Jan/2009 01:16 0

1 small caps Usuário Premium Comentários: 2794 - Desde: Fev 2007

"Alcionoak, excelente colocação."

"Está é uma característica de ações que sofrem grande influência do fluxo de capital. Citei inclusive sobre isto na obra que escrevi. As blue chips movimentam-se muito mais pelo fluxo de capital, especialmente no curto prazo. Já as ações small caps tem grande predomînio de movimentação na época de balanços. De vez em quando aparece uma small caps com uma alta estonteante na safra de resultados."

É claro que teve muitas small caps (ainda bem - obrigado estrangeiros !!!) que como foram objeto de oferta pública de ações recentemente e tiveram grande participação de acionistas gringos que se movem também de acordo com os fluxos de capital. Isto tudo gera grandes oportunidades ao investidor atento...

"Abraços,"

Small caps.

Beta


-->

Voltando ao assunto de cálculo de Beta dos ativos, uma coisa me deixou intrigado. Um artigo que li menciona que no trabalho original dos autores da teoria CAPM, a carteira de mercado usada como referência, deveria ser uma carteira que englobasse todos os ativos de risco, ponderada pelo seu valor. Portanto, no meu pobre entendimento, a maioria dos trabalhos de valuation que emprega o IBOV como referência de desempenho do mercado, está fazendo uma simplificação, pois o IBOV representa apenas o desempenho médio do mercado acionário. Em meu pensamento, uma carteira de mercado referência deveria ser composta de IBOV, IFiX, moedas e juros, talvez ponderada pelo volume medio de cada um. Claro, seria trabalhoso montar esta referência de mercado. Mas em meu pensamento, seria o lógico. Digamos que o mercado de capitais se desenvolvesse e nos tivéssemos disponíveis ETFs de FII, moedas (dólar, ouro, Bitcoin, euro, etc) e de renda fixa. Um investidor poderia montar sua carteira diversificada entre diferentes índices. Para justificar seu investimento em um ativo em particular, o investidor deveria comparar sua variabilidade (beta) em relação ao mercado como um todo, e nao apenas em relacao a um indice em especifico, pois com isso a taxa de desconto poderia ser estipulada mais corretamente.

273 -  small caps  - 05/Nov/2008 21:28 0
"ldsandrade, volume de negociação e beta das ações de nada servem para avaliação em termos fundamentalistas. Aliás, quanto ao beta, por incrível que pareça, se uma ação que vale R$ 100,00 em termos dos fundamentos e análise comparativa, cai até R$ 50,00, em linha com uma queda de 50% do índice de comparação, ela fica mais atrativa do que se esta mesma ação caísse até R$ 25,00. Ou seja, porque seria mais arriscado comprar uma ação por R$ 50,00 do que por R$ 25,00 se ela vale R$ 100,00? Não há qualquer lógica nisto para investidores que analisam os fundamentos das empresas. Quanto ao volume de negociação, trato num tópico específico denominado de liquidez das ações, especificando a quantidade de oportunidades que a liquidez mais diminuta pode gerar."
"Espero os estrangeiros para pagarem preços absurdos num mercado eufórico. Mas vai levar um tempo. Ano passado foi especial para realização de lucros. As instituições que administram o dinheiro deste pessoal provou toda a ""competência"" na atual crise. Quebraram e já vão tarde... Não passam de especuladores irresponsáveis... Agora saem a qualquer preço e não nos resta outra alternativa senão aproveitar o que for possível de forma inteligente e racional, diferentemente do comportamento de manada com que agem."
A avaliação das questões mencionadas na segunda pergunta trato no capítulo sobre análise de empresas.

Ações de baixa liquidez

Ações de baixa liquidez

25 de 5068 17/Set/2008 12:25 0

Kudlow Comentários: 2152 - Desde: Mai 2008

"small caps,"

Gostei de suas analises e vou comprar o seu livro.

mas me fala o seguinte:

essas açoes já tem uma liquidez horrível(vc tem q concordar q liquidez é o calcanhar de aquiles delas)

"se vc comprar fracionado entao, a liquidez vai ser medonha."

nao é verdade?

26 de 5068 17/Set/2008 19:53 0

1 small caps Usuário Premium Comentários: 2794 - Desde: Fev 2007

"Kudlow, obrigado!"

Trato da liquidez em um tópico específico do livro. O sumário todo está no blog:

http://br.advfn.com/p.php?pid=blogbr&blog=small_caps&article=920

"É necessário comprar papéis de menor liquidez observando alguns critérios do tempo em que o dinheiro poderá ficar sem ser consumido (isto vale inclusive para qualquer compra de ações) e conforme o comportamento do investidor. Tem investidores que não tem a menor paciência. Faço um paralelo deste investimento com o mercado de imóveis, também. Comento inclusive sobre as vantangens que a baixa liquidez pode propiciar para o investidor e o perfil daqueles que compram o papel. Além disso, há estudos comentados no livro que indicam que papéis de baixa liquidez, no longo prazo, batem de ""lavada"" os papéis mais líquidos. (mas ninguém vai falar isto para você)."

"Abraços,"

Small caps.

Ações Boas pagadoras de dividendos


354727 - paulo_prof  - 15 Out 2018, 23:59
Citação: rogeriortms - Post #354628 - 09/Out/2018 13:56
Professor e demais, poderiam sugerir algum(s) papel(is) para dividendos por favor?
Além das usuais (BEES, TAEE, TRPL, EGIE, TIET, ECOR, etc) acho que não se deve esquecer UNIP.

352863 - leocoletto -  15 Ago 2018, 15:20
Citação: effexop - Post #352861 - 15/Ago/2018 14:12
Ao forum: Se tivesse de escolher 3 ações de crescimento e 3 de dividendos para colocar 20k em cada uma, quais colocaria, agora que os balanços já saíram?
de dividendos eu colocaria em BBSE3, ITSA4 e TAEE11


19965 - polycrav - 07/Nov/2009 22:03
Top Dividend Yield
Infomoney
Empresa Ação Código Setor DY% Data
Eletropaulo Eletropaulo PNB N2 ELPL6 Energia e Saneamento 18,74 11/06/09
Light Light ON NM LIGT3 Energia e Saneamento 17,35 11/06/09
Telemar Telemar PN TNLP4 Telecomunicações 17,08 11/06/09
Telemar Telemar ON TNLP3 Telecomunicações 13,84 11/06/09
Telesp Telesp PN TLPP4 Telecomunicações 12,05 11/06/09
Trans Paulista Trans Paulista PN N1 TRPL4 Energia e Saneamento 9,19 11/06/09
Souza Cruz Souza Cruz ON CRUZ3 Consumo e Varejo 8,96 11/06/09
Banco do Brasil Brasil ON NM BBAS3 Financeiro 8,64 11/06/09 

19112  - paulo_prof - 30/Out/2009 21:11
citação: brunovcn
Prof. Paulo,
Vc tem alguma estratégia para gerar caixa? Dividendos, fundos imobiliários, etc.
30% de minha carteira é composta de ativos que são bons pagadores de proventos (CLSC, COCE, CREM, CSMG, ELPL, ENBR, EQTL, ETER, GETI, LIGT, TGMA e TLPP, sem contar os bancos médios e GRND). Até hoje, o total de proventos líquidos já distribuído no ano soma 5,2%. Isto gera um certo caixa, mas é insuficiente.
A minha liquidez média efetiva (dindim líquido) costuma ser baixa (não mais de 10%). Mas em vez de manter recursos na renda fixa, mantenho em blue chips (VALE, PETR, USIM, etc). Como não é investimento, os recursos que mantenho nestes ativos são extremamente voláteis. Por exemplo, hoje de manhã até as 11:40hs e havia vendido todas as minhas PETR4 e VALE5, e a maior parte de minhas USIM5. Acabei aproveitando para liquidar, também, todas as minhas ABCB4 e boa parte de minhas FESA4. Na parte da tarde fui às compras: KLBN, ETER, GRND, PFRM, EMBR. Decidi, também, trocar as GETI3 pelas GETI4. 


18238 - 2 tota57 - 23/Out/2009 21:58 
Após Ibovespa acumular ganhos de 76% no ano, Carteira Valor de Dividendos do 4º trimestre traz opções para deixar o portfólio mais leve.
Hora de voltar à defesa?
Com o Ibovespa em pleno rali de alta, com fôlego mesmo após a taxação do capital estrangeiro, as ações de empresas tradicionais pagadoras de dividendos ficaram para escanteio na Bovespa. Mas depois de o índice acumular ganhos de 76,1% no ano, os analistas ponderam se não é hora de o investidor reequilibrar o portfólio com papéis considerados um pouco mais defensivos. Não que o ciclo de valorização de ativos ligados a crescimento tenha se esgotado, mas há incertezas no meio do caminho que sugerem um pé atrás. Eventuais medidas adicionais de restrição ao capital externo, a reversão do processo de redução dos juros e a safra de resultados corporativos referentes ao terceiro trimestre são eventos que precisam ser observados atentamente nesta reta de fim de ano.
É essa a tônica da seleção da Carteira Valor de Dividendos para o intervalo entre outubro e dezembro. As corretoras participantes mesclaram papéis típicos de dividendos com ativos que ainda prometem ganhos de capital na bolsa. No "top 5" ficaram os nomes tradicionais de dividendos, do setor elétrico e de telecomunicações: as preferenciais (PN sem voto) da AES Tietê, Eletropaulo PNB, Coelce PNA, Transmissão Paulista PN e Telesp PN.
Levantamento da Economática em cima da amostra com todas as indicações evidencia tanto ações que neste ano já garantiram retorno com dividendos e juros sobre capital próprio de mais de 25% até o dia 16 - caso de Eletropaulo PNB e Equatorial ON -, quanto ativos com o chamado "dividend yield" mais enxuto. É o caso das units (recibos de ações) da SulAmérica ou das ordinárias (ON, com direito a voto) da Redecard, que mostraram visível boa vontade com os acionistas ao terem anunciado neste ano, respectivamente, distribuição equivalente a 168% e 150% de tudo que informaram no exercício anterior. Nesse quesito, a Equatorial também lidera (184%), mas Copasa ON (151%), Confab PN (148%) e Telemar PN (128%) não ficam muito atrás.
Quando há um processo contínuo de ingresso de estrangeiros, as carteiras de dividendos parecem perder sentido, mas esses portfólios devem ser olhados sob a ótica do longo prazo, diz o chefe de pesquisa e análise da Ágora Corretora, Marco Melo. "Levando-se em conta uma Selic média de 9,3% no ano que vem, há ótimos retornos em dividendos", afirma. Na sua seleção ele considerou companhias que distribuem aos acionistas pelos menos 50% dos resultados. A média de "yield" projetada para 2010 é de 9,5%. O melhor retorno esperado da lista é de Eletropaulo PNB, com 15,8%.
Mesmo que o juro básico suba em 2010 para a casa dos 10,5% ao ano, Melo não considera que os dividendos perderão apelo. Já a taxação do capital estrangeiro com 2% de IOF pouco altera o risco cambial para esse investidor, mantendo a atratividade dos ativos brasileiros. Embora a rápida valorização do Ibovespa nos últimos meses tenha surpreendido, ele avalia que há espaço para as ações ligadas a commodities, cerca de 30% abaixo do que valiam antes da crise.
Setores muito prejudicados ao longo do último semestre de 2008 e do primeiro de 2009 agora mostram potencial de recuperação da atividade e já faz alguns meses que vêm roubando recursos dos segmentos menos cíclicos, pontua a chefe de análise da Ativa Corretora, Luciana Leocádio. Dados de recuperação das economias chinesa e americana têm patrocinando esse movimento, mas ela adverte que há um certo grau de risco no curto e médio prazos. "Não é para navegar contra a maré do fluxo, mas também não custa nada ficar com um pé atrás, balanceando o portfólio com um pouco de dividendos." A sua carteira é predominantemente formada por elétricas e a única ação que foge disso é a operadora logística Tegma PN, que, favorecida pelo IPI reduzido no setor automobilístico, tende a engordar seu faturamento no ano. Para ela, a retirada gradual do incentivo deve ser compensada pelo aumento das vendas de veículos que decorrem do maior ritmo da atividade.
Combinar expansão econômico com dividendos também foi a estratégia do analista Jayme Alves, da Spinelli Corretora. Ele elegeu nomes tradicionais do setor elétrico e de telecom, mas também garimpou no financeiro, com Redecard ON e Banrisul PNB, "que podem ter desempenho melhor se a economia confirmar um crescimento sustentável". Embora o movimento de desvalorização do dólar no mercado mundial venha favorecendo as commodities, ele considera que o momento é propício para os setores de dividendos. "Os juros estão num nível historicamente baixo e esse é o tipo de papel que é uma excelente porta de entrada para o risco bolsa", diz. A lógica é que, assim como na crise as ações de dividendos caem menos e têm melhor capacidade de amortecer o tombo, num período de recuperação acabam ficando para trás. A vantagem é que é justamente nesses intervalos que os ativos ficam mais baratos.
Entre os conhecidos casos de dividendos do mercado brasileiro, o chefe de análise da Planner Corretora, Ricardo Martins, procurou pinçar as ações mais atrasadas e também aquelas que poderiam assinalar valorização na bolsa por conta de algum evento societário. Ele incluiu, por exemplo, Equatorial, que está às voltas com a Cemig para adquirir fatia da empresa na Light. Na seleção ainda há Eternit ON ("yield" projetado para 2010 de 15,5%), Coelce PNA (14,8%) e Copasa ON (7,3%), além de Telesp ON (9,9%). Embora tenha levado em conta que pode haver um ajuste no pagamento de dividendos da operadora de telefonia fixa após a Telefônica ter feito oferta de R$ 6,5 bilhões pela GVT, ele pondera que a tendência da empresa, se concretizado o negócio, é fazer uma captação no exterior. "Com alavancagem, a companhia pode garantir remuneração melhor para o majoritário - e, por tabela, para o minoritário." 

14599  - paulo_prof - 16/Set/2009 13:01 
estou c um dinheiro parado e gostaria de entrar em uma empresa rapidamente só para pegar os dividendos, alguém conhece alguma, com bons dividendos (a ser contado) em breve p ainde ter direito e recebe los ???
se souberem um site onde possa ver os dias EX
espero uma realizaçao p breve e estou bem devagar...
desde já agradeço
RENT: juros de R$0,043327325 com base na posição de 30SET (divulgado hoje)
As seguintes empresas pagaram proventos no ano passado, devendo repetir este ano:
ABCB, BBAS, BBDC, BEES, BICB, BPNM, BRSR, CRUZ, CSMG, DAYC, DROG, EMBR, IDVL, ITUB, ITSA, PINE, PRBC, ROMI, WEGE
TMAR e TNLP pagaram horrore em 2008 mas não deverão repetir, pois estão no prejuízo (e a telegang não está precisando de grana).
Percentualmente, chuto que será o IDVL aquele a dar os melhores proventos (aprox 2%).

4706  - Kudlow - 25/Abr/2009 01:19
 "Investir em empresas que pagam dividendos GORDOS e reinvestir esses dividendos , é possivelmente a melhor estratégia da bolsa de valores no LP."
"mas é necessário checar sempre, se no meio de uma super crise, quais empresas terão fluxo de caixa suficiente para manter os dividendos, depois não adianta chorar o leite derramado." 

4664 - brunovcn - 4/Abr/2009 17:27
"Pessoal, eu retirei esses dados do Guiainvest. Algumas empresas tem histórico de boas pagadoras de DY, outra não. Dentro da avaliação de vocês, quais vocês acreditam que vão manter um bom DY nos próximo anos. Algumas dessas eu tenho em carteira outras não. Se quiserem incrementar a lista de alguma ação que nos preços atuais ainda esta atrativa para DY."
Ação - DY
"BEEF3 4,54%"
"MYPK3 16,07%"
"POMO4 5,45%"
"BICB4 12,13%"
"PINE4 14,85%"
"PRBC4 7,96%"
"ROMI3 5,52%"
"EZTC3 4,09%"
"HBOR3 5,90%"
"EQTL3 15,46%"
"ETER3 14,05%"
"FESA4 14,37%"
"TGMA3 10,17%"

Sistemas


-->


7083 - Capa_Preta - 12/Jun/2009 01:39 
Alguem aqui conhece algum trading system free ou open source?
Estava interesado em conhecer mais sobre esses sistemas...

O que quer dizer com um "Trading System" OCTACM? Que eu saiba nao se tem que pagar por eles. Um TS eh um "modelo"/algoritimo que se usa para guiar/executar seus trades... pode-se aplica-lo usando um software (como Metaquotes por exemplo) ou na munheca.

Voce quer um TS gratis? Eu te "dou".

1 - Compre quando a MM9 cruzar a MM15 de baixo pra cima
2 - Venda quando a MM9 cruzar a MM15 de cima pra baixo
3 - Se comprar, seguindo o passo 1, e o trade nao fluir, venda nos 3% de prejuiso.
4 - Se quiser operar VENDA inverta os passos 1, 2 e 3.

Viu? Simples assim.

Como eh gratis, e eu nao entrego o ouro de graca nem amarrado, eu nao garanto nada.

7095 - octacm- 12/Jun/2009 11:26
Estava querendo conhecer algum software, nunca fui atras...

O que eu uso é uma planilha de excel que puxa os dados do site fundamentus e eu uso umas formulas para ponderar os indicadores e ver se está bom para comprar ou nao...

Mas isto é apenas um guia, eu dou uma filtrada porque as vezes aparecem coisas com liquidez muito baixa ou com fundamentos ruins...

Acho que pode-se dizer que é um trade system fundamentalista hehehe...

7096 - tota57 - 12/Jun/2009 11:44 
octam,
Experimenta o SHB3, da para usar gratuitamente por 15 dias. É o que assino.

7139 - Capa_Preta - 12/Jun/2009 20:52 
So mais uma coisa.
Nao adianta tentar achar o Santo Graal das formulas/TSs. Ele nao existe. Todo sistema eh falho.
A melhor solucao eh o manejo de risco (ou money management). So ele te aproxima da tao sonhada esperanca matematica positiva.

Investindo em ações a longo prazo

Investindo em ações a longo prazo

7479 de 753320/Jun/2009 14:53 [Citar este comentário] 0

[Nível 0] rfalvaresComentários: 329 - Desde: Dez 2007

Estou lendo o livro "investindo em ações a longo prazo" e vi que historicamente nao há como não investir em açoes. A margem de segurança destas a partir de 5 anos, na média, é infinitamente melhor que a renda fixa. Detenho 95% do meu capital aplicado em boas companhias atualmente. Com a selic anterior era menos.

Outro ponto levantado pelo autor é que as bolsas geralmente fazem seu fundo, na média, 6 meses antes da recuperação economica. Elas detém seu pico há 3-4 meses antes dos impactos da crise. Conclusão: não há como acertar! A técnica do "Buy and Hold" traz retornos quase que semelhantes a aqueles que tentam acertar quando o mercado vai derreter.

A proposito, small ou amigos foristas, as margens da le Lis Blanc cairam um pouco. Será que ela conseguira aumenta-las.

Patrimônio Líquido

Patrimônio Líquido

1805 de 5068 20/Fev/2009 21:35 0

SEVZF Comentários: 657 - Desde: Jul 2007

Por que uma empresa que apresenta lucro líquido num determinado balanço não aumenta o patrimônio líquido de forma correspondente?

"Pensei que isso tivesse uma relação direta, mas percebi que não ao analisar os resultados de algumas empresas. Teve casos que o patrimônio líquido, ao contrário, diminuiu."

1806 de 5068 Modificado em 21/Fev/2009 00:48 0

paulorizzi Usuário Premium Comentários: 702 - Desde: Dez 2007

O patrimônio líquido é constituído (esqueci alguma coisa?)da soma de:

Capital Social Realizado

"Reservas Diversas (de Capital, de Reavalização, de Lucro)"

Ajustes de Avaliação Patrimonial (Títulos e Valores Mobiliários no caso de bancos)

Lucros/Prejuízos Acumulados

Adiantamento para Futuro Aumento de Capital

"A variação do patrimônio líquido entre duas datas, então, é constituído da soma da variação destas parcelas entre estas duas datas. Basta a soma das variações destas parcelas ser negativa, para haver redução de patrimônio líquido."

"O resultado líquido do período (entre as duas datas), evidentemente entra diretamente nesta equação."

"Se, por exemplo, o resultado é positivo (lucro) no período e se não houve mudança nas demais rubricas acima, a rubrica Lucros/Prejuízos Acumulados vai ter que apresentar uma variação igual ao resultado líquido do período e assim, também, o patrimônio líquido."

"Mas suponha, agora o seguinte caso:"

"No período houve um lucro líquido de 5 milhões, mas foram pagos 10 milhões em proventos e o resto permaneceu constante. O patrimônio líquido tem que necessariamente diminuir de 5 milhões, não é? Na conta, o que vai diminuir no período é o total das reservas (de lucro, no caso)."

"Um outro caso, muito em voga atualmente com os preços deprimidos no mercado, é a Aquisição de Ações para Manutenção em Tesouraria e Posterior Cancelamento. O custo desta operação entra com o sinal negativo num sub-ítem da Reserva de Lucros."

"Outra variação que entra com o sinal negativo é a redução de Capital Social (com o pagamento correspondente aos acionistas) como, por exemplo, a Equatorial estará propondo à sua AGO."

1807 de 5068 21/Fev/2009 06:30 0

herdsman Usuário Premium Comentários: 184 - Desde: Nov 2008

Achei que Patrimonio liquido = Ativos - outros Passivos.

1808 de 5068 21/Fev/2009 09:59 0

paulorizzi Usuário Premium Comentários: 702 - Desde: Dez 2007

citação: herdsmanAchei que Patrimonio liquido = Ativos - outros Passivos.

"Sim, o Patrimonio Líquido também é igual ao"

Ativo Total - Passivos Circulante e Não Circulante - Resultados de Exercícios Futuros - Eventual Participação de Acionistas Não Controladores (fora do Capital Social)

"Acima, eu só havia informado as partes que o constituem."

Lucros a apropriar

Lucros a apropriar

574 de 580213/Mai/2009 15:27 [Citar este comentário] 0

[Nível 0] herdsman Usuário PremiumComentários: 210 - Desde: Nov 2008

Paulo, tenta explicar para nos, o que quer dizer 'lucro a apropriar', os balanços das contrução civil esta cheio de 'a apropriar'. Mais uma pergunta se Hbor3 vendeu sei la 155 milhoes e diz que margem liq. é 11%, o lucro não devia ser 17 milhoes. É dificil interpretar o balanço de hbor. Por vias de duvida vendi 40% por 4,90 e trocei por EZTC. Sei que em comparação com CYRE, ROSSI, CCIM e sei la o que mais a dupla EZTC e HBOR se destaca. Continuo acreditando na contrução civil pelo seguinte. 1) Se o economia vai bem..tudo vai bem 2) o superavit gerado pela transição de importador de petroleo para exportador vai valorizar o real e complicar a industria exportadora (inclusivo agropec) 3) se a economia desanda o governo precisa injetar dinheiro, estimular o consumidor a emprestar mais, ora o banco quer garantias, nada melhor que um imovel como garantia para injetar dinheiro na economia.

5603 de 580213/Mai/2009 22:43 [Citar este comentário] 0

[Nível 0] small caps Usuário PremiumComentários: 2833 - Desde: Fev 2007

herdsman, funciona mais ou menos assim:

A contrutora lança o empreendimento, vende unidades e ainda não começou a construir. Nada disso vai para o resultado, salvo os gastos de produção do projeto e de comercialização (montagem do estande de venda, por exemplo) que já vão impactando negativamente.

A venda da unidade só começará a "gerar lucro" quando o imóvel passar a ser construído. É o método contábil conforme o percentual de obra concluído. Assim, as construtoras tem várias unidades já vendidas e ainda não entregues em diferentes fases do empreendimento. Então, elas fazem a soma do que receberão pelas unidades e quanto isto custará. A diferença é o lucros a realizar. As unidades quem vão sendo construídas, mas não vendidas, vão sendo somadas ao estoque. As vendidas, vão direto para o resultado.

Esta é uma das grandes vantagens da HBOR3. A receita que reconhece por trimestre é ainda inferior à receita das vendas trimestrais. Isto, então, vai ampliando o lucros a realizar.

É por isso que muita gente não entende como uma construtora pode vender menos num trimestre e lucrar mais. Tudo depende da velocidade das obras, especialmente daquelas mais lucrativas.

O "lucros a realizar" da Helbor é praticamente igual ao seu valor de mercado. Em outras palavras, a liquidação da companhia já daria um belo lucro ao acionista. O mesmo ocorre com a EZTC3.

Gerais



122 de 5068 09/Out/2008 23:19 0
1 small caps Usuário Premium Comentários: 2794 - Desde: Fev 2007
"marsanto, obrigado. P/L negativo refere-se a uma empresa que apresentou prejuízo acumulado nos últimos 12 meses. Via de regra não é uma boa opção, salvo se decorrente de reestruturações que podem reverter lucratividade futura. Para saber a procedência dos dividendos é necessário verificar duas coisas: primeiro, se o valor total distribuído é inferior ao lucro líquido, significando que não há diminuição do capital social de um exercício para outro (melhor cenário); segundo, se não é decorrente de um episódio não recorrente, como a venda de um negócio ou um terreno da empresa que gera lucros. Mas só ocorrerá uma vez e portanto o investidor não deve se basear nisto para sua decisão de investimento de forma isolada. No capítulo três falo sobre os balanços. Se ficarem dúvidas, é só perguntar."


"danieljoseaa, excelentes opções. O mercado anda totalmente emocional e você já está com boas possibilidades de aproveitar e escolher as grandes ações na relação preço x valor. Não se esqueça de usar bem a estratégia do quinto capítulo, entrando aos poucos, dividindo bem o capital entre as ótimas ações com belíssimas possibilidades de retorno. Guarde um pouco do capital para os balanços do terceiro trimestre. Vai surgir cada oportunidade que só aparece em crises e para quem se precaveu deixando o capital separado para aproveitar uma das maiores chances desta década. O momento nem exige muito correr os riscos das turnarounds, pois tem várias ações com ótimos fundamentos com preços inferiores aos possíveis turnarounds de acordo com as cotações destes ativos no ano passado."

365 de 5068 Modificado em 15/Nov/2008 14:33 0
1 small caps Usuário Premium Comentários: 2794 - Desde: Fev 2007
"marsanto, este é um dos caminhos para iniciar a pesquisa, analisando as empresas em que o patrimônio líquido é superior ao valor de mercado atual. E isto deve ser analisado conforme cito no tópico P/VPA (capítulo 2) e a influência que o ROE (retorno sobre o patrimônio líquido) tem nesta atratividade também."
"Mas as grandes pechinchas a que Graham quis dizer são aquelas em que só se considera o ativo circulante. No ativo circulante não entram os ativos imobilizados como, por exemplo, instalações industriais, terrenos, edificações, etc... Ele é composto por dinheiro, aplicações financeiras e estoque que pode ser vendido ( e portanto transformado em $$$$) em até 1 ano. Deste total, são subtraídas todas as dívidas (com bancos, fornecedores, impostos, funcionários, etc...) da empresa, seja de curto ou de longo prazo. Achando empresas que valem menos do que isto, você estará levando de graça a sua atividade, as instalações industriais, terrenos, etc... Se junto disso, ainda for encontrado empresas que tem boa lucratividade, pagam bons dividendos, etc... é um bom caminho para o enriquecimento de forma racional, sistemática, bom risco baixo."
"Estas são difíceis de serem localizadas em mercado eufóricos, mas nas crises elas vão pintando uma a uma. Quanto maior o pessimismo vigente, maior será a qantidade de ações de empresas que estarão nesta situação. É por isso que, para pessoas com horizonte de longo prazo, as crises são essenciais e bem vindas. São atalhos para a compra de pechinchas que garantirão lucros altos no futuro. Tudo deve ser feito com método e sabedoria, aproveitando cada momento da insanidade de um mercado emocional."

377 de 5068 Modificado em 17/Nov/2008 00:51 0
1 small caps Usuário Premium Comentários: 2794 - Desde: Fev 2007
"marsanto, grato pelas considerações."
"É regra da Contabilidade o Ativo Total ser igual ao Passivo Total. O passivo total é também integrado pelo patrimônio líquido. Ou seja, o dinheiro que os acionistas colocaram na empresa mais os lucros (ou prejuízos) acumulados e não distribuídos."
"Assim, o passivo a ser considerado na subtração do ativo circulante é resultado da soma do passivo circulante mais o passivo não circulante. Ou simplesmente, diminua do passivo total o patrimônio líquido, que é também conhecido como passivo não exigível, uma vez que não tem data de vencimento, pois é, como já dito, o capital que pertence aos sócios."
"Assim, passivo total - patrimônio líquido = passivo circulante + passivo não circulante."
Na fórmula para encontrar as ações que merecem uma análise por se traduzirem uma grande barganha temos:
ativo circulante - (passivo circulante + passivo não circulante)
"Caso este resultado seja superior ao valor de mercado, vc estará levando o ativo realizavel a longo prazo (o que a empresa transforma em $$$$ após 1 ano e vai para o caixa) e o imobilizado de graça. Ou seja, não pagaria nada pelo negócio, uma vez que o que pode ser transformado em capital ou o próprio dinheiro em caixa é superior ao valor da empresa."
"Prosseguindo na análise, é importante verificar como anda a rentabilidade empresarial, a perspectiva e os indcadores fundamentalistas. Estando tudo em ordem, esta-se de diante de uma grande oportunidade."

645 de 5068 14/Dez/2008 22:00 0
1 small caps Usuário Premium Comentários: 2794 - Desde: Fev 2007
"citação: eurico22Oi, Small!"
"Minha pergunta é a seguinte: os indicadores de Sati3 e Dura4 realmente parecem estar ficando muito bons, mas o endividamento das duas não é baixo. Isso não preocupa?"
"É uma dúvida parecida que eu tenho em Rent3: parece uma ótima empresa com um ótimo futuro. Preço me parece muito bom na casa dos 5,xx(baixo), onde esteve recentemente, mas a empresa tem endividamento muito grande, parece que até vendeu uma frota recentemente para gerar caixa."
"Situação diferente da da FFTL4, que em torno de 9,00 me pareceu estar num preço muito bom, já que não possui individamente e o setor não deve se retrair muito, ao menos é o que comentam aqui no interior."
Abs!!
"Obs: pra quem ainda não adquiriu o livro do Anderson, não perca mais tempo. Não é nem um compra, é um investimento - dá pra colocar no Ativo Diferido da sua contabilidade pessoal... - )"
"Eurico22, obrigado!"
"Sua pergunta é bastante pertinente. Quando as empresas tem dívidas, é interessante analisar a origem delas, o custo, o prazo de vencimento e a liquidez corrente da companhia, além da rentabilidade patrimonial."
"a) Se a dívida tiver sido realizada para novos investimentos e a empresa apresenta boa rentabilidade patrimonial, é válida. Indica que os lucros futuros poderão ser maiores e não que as dívidas são decorrentes de prejuízos acumulados;"
"b) Tem dívidas que podem ser consideradas ""boas"". São aquelas com juros subsidiados, como os oriundos de empréstimos do BNDES. Nas notas explicativas que acompanham os balanços, as empresas colocam como a dívida é composta e o prazo de vencimento. Dívida reajustadas pela TJLP e pela TR costumam ser as mais baratas;"
"c) o prazo de vencimento também é importante, juntamente com os recursos em caixa, pois indica eventual dificuldade de acessar o mercado de dívida num momento complicado como o atual. Não é o caso de ambas, que possuem folgada liquidez corrente, superior a 1. Ou seja, recursos em caixa mais recebíveis e estoque que vira $$$ em menos de um ano é superior às obrigações que vencem em menos de 1 ano."
"d) por fim, o melhor é considerar a dívida líquida, subtraída dos recursos de caixa para considerar o tamanho da mesma."
"Abraços,"

853 de 5068 10/Jan/2009 16:46 0
4 opportunity2 Usuário Premium Comentários: 4296 - Desde: Nov 2007
"Small estou lendo Valuation de Alexandre Póvoa como complemento ao seu livro, pois conhecimento nunca têm fim. rs"
"Ele cita na página 289, múltiplo baixo não é sinônimo de ação barata, da mesma forma que múltiplo alto não deve sugerir, necessariamente recomendação de venda."
"Outro fato interessante que ele fala é que não existem números mágicos como vimos por aí filtros que foram criados para peneirar pechinchas, cada empresa é um caso a ser estudado individualmente."
Também achei interessante a explicação na página 253 sobre mva (market value added)
"Mva significa valor de mercado adicionado, é simplesmente a diferença entre o valor de mercado das ações de uma empresa + valor de mercado da dívida em um tempo t - capital total investido"
"Na página 355 ele fala; podemos considerar o mva, considerando uma fotografia em certo momento do tempo, como um medidor de performance acumulada da companhia."
"Em outras palavras: firmas com relação P/VPA superior a 1 podem ser consideradas como agregadoras de valor na fotografia do tempo, enquanto na situação inversa P/VPA menor que 1 verifica-se a destruição de valor ao longo dos anos."
É isso aí.

867 de 5068 11/Jan/2009 19:47 0
1 small caps Usuário Premium Comentários: 2794 - Desde: Fev 2007
"citação: 72vittorioSmall, tudo bem?"
"Ao ler um trecho de seu livro sobre o PL me deparei com a seguinte dúvida: Vc diz que em cenários com baixas taxas de juros reais o PL custuma ser alto, ""pois os investidores passam a pagar mais ..."" (pag40), certo?"
"Me questiono da seguinte forma: se a taxa de juros é baixa, melhor para os investimentos da empresa e maior será seu lucro (maior fatutramento), certo?"
"Logo, penso que, nesta caso, o indicador teria a probabilidade de ser baixo, pois aumentariam-se as margens da empresa! Não caberia este pensamento tb? Pelo que entendi, o aumento no preço da ação supera o do lucro!"
"OK small, desde já grato sempre pela atenção ... abçs"
"72vittorio, Quando a taxa de juros cai, significa que com um determinado montante de capital, menor remuneração você recebe por ele. No mercado, o que mais incentiva aos investidores fundamentalistas é quanto receberão a título de proventos no decorrer do tempo. Por isso é que há uma correlação entre a taxa de juros e o índice Preço/Lucro. Quando o Preço/Lucro é alto, significa que a empresa pode estar cara, embutindo em seus preços atuais um otimismo exarcebado. O contrário é válido também. Ou seja, quando o P/L é baixo, significa que a empresa pode estar barata, embutindo em seus preços atuais um pessimismo excessivo. É isto que o investidor deve analisar. Se há razão nestes cenários. Por exemplo, o setor bancário chegou a ficar com P/L abaixo de 2! Estavam com P/L acima de 15 durante a fase de euforia. Excesso para um lado antes e depois para o outro."
"Uma forma de estipular o P/L razoável é dividir 1 pela taxa de juros real (descontada a inflação). Assim, de o juros real é 8% (atualmente está um pouco abaixo disso), o P/L passa a ser atrativo se abaixo de 12 (aproximadamente). Mas é claro que há outros fatores a serem analisados, conforme consta no livro no estudo do indicador P/L e na melhor maneira de utilizá-lo."

1674 de 5068 Modificado em 15/Fev/2009 23:23 0
paulorizzi Usuário Premium Comentários: 702 - Desde: Dez 2007
"citação: higorqOlá pessoal,"
uma pergunta básica: como faço para calcular a taxa de crescimento
Depende do comportamente desta taxa no tempo.
Se esta taxa é CONSTANTE (ou aproximadamente constante) a fórmula é
Q = Qo(1 + t)^n
"Q é a quantidade cuja taxa de crescimento vc quer calcular, no tempo final (T = To + n.deltaT);"
Qo é o valor da quantidade no tempo inicial To
t é a taxa de crescimento
"n é o número de períodos deltaT, entre os tempos inicial e final"
"Uma forma de cálculo simples (por exemplo, no excel) seria"
(1+t)^n = Q/Qo
(1+t) = (Q/Qo)^(1/n)
t = (Q/Qo)^(1/n) - 1
"Outra, usando logaritmos (base e)"
log Q = n.log(1+t) + log Qo
log(1+t) = (log Q - log Qo)/n
1+t = exp[(log Q - log Qo)/n]
t = exp[(log Q - log Qo)/n] - 1
(base 10)
LOG Q = n.LOG(1+t) + LOG Qo
LOG(1+t) = (LOG Q - LOG Qo)/n
1+t = 10^[(LOG Q - LOG Qo)/n]

1694 de 5068 17/Fev/2009 00:43 0
paulorizzi Usuário Premium Comentários: 702 - Desde: Dez 2007
"Para alguns papéis, o site http://www.fundamentus.com.br/detalhes.php?papel=petr4&x=53&y=17 calcula o crescimento anual médio da Receita Líquida para os últimos 5 anos. Não sei exatamente como este cálculo é feito ..."
"As receitas líquidas da Petrobrás (empresa consolidada), nos últimos anos foram:"
"2002: R$ 69,2 bilhões"
"2003: R$ 95,7 bilhões"
"2004: R$ 111,1 bilhões"
"2005: R$ 136,6 bilhões"
"2006: R$ 158,2 bilhões"
"2007: R$ 170,6 bilhões"
"Pela fórmula que eu informei, com Q = 170,6; Qo = 69,2 e n = 5, calcula-se t = 16,2%"
"Pelo site, o crescimento anual seria de 18,9%. "
1805 de 5068 20/Fev/2009 21:35 0
SEVZF Comentários: 657 - Desde: Jul 2007
Por que uma empresa que apresenta lucro líquido num determinado balanço não aumenta o patrimônio líquido de forma correspondente?
"Pensei que isso tivesse uma relação direta, mas percebi que não ao analisar os resultados de algumas empresas. Teve casos que o patrimônio líquido, ao contrário, diminuiu."

3065 de 5068 27/Mar/2009 13:25 0
paulorizzi Usuário Premium Comentários: 702 - Desde: Dez 2007
"citação: WK2007Paulo, qual a diferença entre liquidez corrente e liquidez imediata?"
Qual sua análise dos resultados do Minerva?
Desde já agradeço a atenção.
Liquidez imediata??? Não conheço o termo.
"Liquidez Corrente é Ativo Circulante (de curto prazo) dividido pelo Passivo de Curto Prazo. Como a diferença entre o Ativo Circulante e o Pasivo Circulante é o Capital de Giro, para Cap Giro positivo, necessariamente a liquidez corrente tem que ser maior do que 1. Quanto maior a liquidez corrente, mais ""tranqüila"" está a empresa para suportar eventuais crises no curto prazo."
"Os resultados da Minerva vieram horríveis, mas com PSR = 0,06 a empresa já vem sendo negociada a preços de mico. O valor de mercado da empresa é de 27% de seu caixa!!!"
"No sentido ""macro"", evidentemente que as condições da empresa pioraram (queda violenta no patrimônio líquido, aumento da dívida, aumento violento da dívida relagtiva ao patrimÕnio líquido, resultado negativo a perder de vista = dividendos sabe-se lá quando,etc. etc.), mas o seu caixa e a administração da dívida deixam a empresa com bastante fôlego para enfrentar o curto prazo."
"Efetivamente, não há diferença ""fundamentalista"" entre uma de cotação de R$ 1,70 ou R$ 1,50. De qualquer forma é preço de mico."
A questão é: quanto tempo levará para a empresa se recuperar? E se levar 2 anos? Tudo bem deixar um capital empatado durante longo prazo? Ou há coisa melhor para investir no curto prazo e esperar BEEF3 reagir?
"No momento, estou fora ... se chegar a R$ 1,50 vou comprar algumas como souvenir."

3072 de 5068 27/Mar/2009 14:12 0
gustgef Usuário Premium Comentários: 211 - Desde: Mai 2008
A diferença entre liquidez imediata e liquidez corrente é pequena.
"A liquidez corrente é o ativo circulante sobre o passivo circulante como já disse o paulo, entretanto, dentro do ativo circulante são considerados OS ESTOQUES (dinheiro + aplicações financeiras líquidas + estoques). A liquidez imediata desconsidera os estoques sendo então:"
Liquidez Imediata = (Dinheiro + Aplicações financeiras)/Passivo Circulante
"Ou seja, a minerva tem a maioria de seu ativo circulante em ESTOQUES."
Espero ter ajudado.

3153 de 5068 28/Mar/2009 15:20 0
paulorizzi Usuário Premium Comentários: 702 - Desde: Dez 2007
citação: mille 2paulo sem querer te encher
se puder dar uma aula sobre psr para iniciante em af
agradeço muito
abçs
"Sou leigo no assunto. Espero que Small e cia, corrijam, complementem, critiquem. As idéias serão da forma como virão à cabeça, sem preocupação de ser didático."
PSR = (valor do ativo ou ação) / (receita anual de vendas da empresa / ação)
"Resumindo, o PSR é uma multiplicador que mostra quanto o mercado está disposto a pagar por cada 1 real de vendas da empresa. Um PSR de 1 significa que o mercado está disposto a pagar pelo ativo, 1 real para cada real que a empresa gera em receitas por ativo. Em condições NORMAIS (muito cuidado aqui) e para empresas “semelhantes” (veja abaixo), quanto MENOR o PSR, MAIOR é a probabilidade de ganho com o ativo."
"Assim como não há como comparar objetivamente bananas e laranjas, o PSR não deve ser utilizado para comparar ativos/empresas de:"
a) setores ou sub-setores distintos;
b) estruturas de capital distintas;
c) rentabilidades sobre vendas (margens de lucro) distintas
"Considere, por exemplo, 2 empresas que vendem exatamente o mesmo produto, mesmo volume de vendas, mesmo preço, etc. Suponha que a empresa A não tenha dívidas e a empresa B tenha dívidas consideráveis. Este é o caso b). A estrutura de capital é distinta. Como a empresa B tem dívidas, parte da receita das vendas vai ter que remunerar o capital de terceiros na forma de juros. Isto necessariamente vai impactar na rentabilidade ou margens. Em termos de PSA, o da empresa A tem que ser MENOR. Se fosse igual ou maior, o mercado estaria fazendo uma leitura errada, ou seja, o ativo A estaria caro e não seria um bom investimento."
"Como no numerador está o ATIVO (papel) e no numerador está a EMPRESA, o PSR apresenta “inconsistências”. Há quem prefira, em conseqüência, um índice alternativo que é a razão entre o valor da empresa (EV = enterprise value) dividido pela receita anual de vendas da empresa (com a empresa tanto no numerador quanto no denominador, este indicador é consistente). O exemplo acima de empresa com dívida estaria retratado."
"Empresas de setores distintos, tem rentabilidade distinta. Por exemplo, não dá para colocar a Vale e Gafisa no mesmo saco. Enquanto que a primeira tem margem líquida no entorno de 30%, a segunda não chega a 10%. O PSR da VALE5, portanto, necessariamente tem que ser muito maior do que o PSR da GFSA3. Típicamente e em sigtuações normais (não de crise ou baixa cíclica), todos os ativos de empresas que apresentam altas margens, devem ser maiores do que 1."
"Idealmente, o PSR pode ser usado para avaliar uma empresa em relação a seu passado (é necessário ter os dados históricos do PSR). Quando o PSR hoje for menor do que a média histórica é alta a probablilidade de ganho com o ativo. Evidentemente, outros fatores têm que ser levados em consideração, especialmente o endividamento – a menos que se use a definição alternativa acima e as margens)."
"Pode, também, ser usado para avaliar empresas de um mesmo setor ou sub-setor. Mais uma vez, nunca isoladamente, e sempre considerando com cuidado o endividamento e margens."
O PSR funciona melhor quando aplicado a ativos de empresas large caps e em setores onde as vendas são concentradas em produtos. Funciona pior em setores de serviços.
"Por exemplo, pegue o setor dos bancos e/ou seguros. A receita é proveniente da venda de serviços (empréstimos, seguros, serviços bancários, etc). A rentabilidade dos diferentes “serviços” não é a mesma. Portanto o PSR não poderá ser um bom multiplo para comparação entre bancos com estruturas de produtos completamente distintos, por exemplo, entre um BRIV e um BBAS."
"Mas a situação onde o PSR pode ser especialmente útil, é quando se compara empresas novas, que ainda não produzem lucro ou empresas que atuam em setores cíclicos, que podem estar passando por um período de prejuízos. Neste casos, o P/L (preço / lucro/ação) não tem sentido (é negativo). A evolução da empresa pode ser avaliada monitorando-se o P/VPA, PSR e as margens."
"Há que se tomar cuidado. Um PSR muito baixo é condição NECESSÁRIA para que um ativo seja candidato a turnaround. Mas não é suficiente. Se não há condições para que uma empresa seja rentável no futuro, de nada adianta um PSR baixo. Praticamente todas as empresas que faliram passaram, antes da falência, por um período de baixíssimo PSR. O preço do ativo é baixo porque é impactado pelo risco de falência, mas a empresa continua vendendo um volume aproximadamente igual ao usual ou até superior (eventualmente com grandes descontos e perda volenta de margem)."
"Empresas como a FHER, YARA, BEEF, ARCZ, etc., necessariamente têm que apresentar PSR baixíssimos, pois o risco de falência não é desprezível. Se conseguirem sobreviver, engrossarão aquelas estatísticas que confirmam ser um PSR abaixo de 1, acoplado com uma alta força relativa do ativo nos últimos 12 meses, um dos melhores critérios para investimento."

3881 de 5069 09/Abr/2009 09:38 0
Capa_Preta Comentários: 729 - Desde: Dez 2008
"citação: fabiopintoOk Sérgio, obrigado pela sua orientaçao. Entendi quanto a procura de bons DY, mas vc acha que esse aumento das últimas semanas do IBOV é real? ou seja é a hora de entrar ? ou vale a pena aguardar uma possivel queda após a realizaçao de lucro dos especuladores? Entro agora ? ou para quem já está e recebeu seu salario de inicio de mês, deveria comprar mais agora ? ou aguardar uma possivel melhora de preço ? vejamos ´por ex o caso do BICB4, PINE4 EXCELENTES dicas do SMALL, mas eu só soube da análise dele (infelizmente) agora, depois de terminar o livro. Vale a pena comprar agora? mesmo com os preços que já subiram muito, ou deverá cair um pouco ? o que voces acham ?"
Desde já agradeço...
"Fabio, não me entenda mal mas eu noto certa insegurança nas suas palavras. Por si so isso não é um problema mas aumenta o seu risco de fazer besteiras na bolsa."
Se você pensa em seguir uma estratégia fundamentalista tenha em mente 2 coisas.
"1 - Se ao preço X o papel apresenta bons indicadores/perspectivas e está abaixo do seu valor você pode começar a comprar e continuar até que ele chegue num valor X-1. Ou seja, se o ""valor"" é alto e o preço é baixo já dá pra COMEÇAR a entrar."
"2 - Investimentos dessa forma tem prazos mais longos (e indefinidos) logo os movimentos de curto prazo não devem ter grande impacto no resultado. Atenção, essa é mais ou menos a cartilha mas eu questiono esse ponto."
Só você pode decidir a hora de começar a comprar. Deve estar tranquilo e seguro para fazê-lo e melhor se não o fizer todo de uma vez... vá aos poucos como a galinha que enche o papo de grão em grão.

4688 de 5069 24/Abr/2009 20:45 0
ACPOLIVEIRA Comentários: 16 - Desde: Jan 2009
"citação: paulorizzicitação: ACPOLIVEIRAPaulo, em um post anterior onde me respondeste sobre HGTX3 usaste uma fórmula de P/L*P/VPA. Que valores tu usas nestes casos para achar uma ação barata? sem considerar outros fatores."
"Aproveitando gostaria de saber o que tu pensas sobre WEGE3, que parece estar reagindo um pouco nos últimos dias?"
Abço
"Qualquer indicador é melhor utilizado para comparar ativos semelhantes, preferencialmente num mesmo setor. Entre setores distintos podem haver diferenças fundamentais que impeçam que se faça uma comparação direta. Por exemplo, o ROE (rentabilidade sobre o patrimônio líquido) médio do setor bancário deve estar por volta de 20%, enquanto aquele do setor de distribuição de energia elétrica deve estar por volta de 30%. Em conseqüência, na média, não seria de estranhar se o P/VPA de empresas elétricas for maior do que o de bancos."
"O inverso do P/L fornece uma medida da rentabilidade do investimento. Por exemplo, um P/L anualizado de 8, significa que, no ano, um investimento no ativo renderia 12,5%. Se este rendimento vai todo para o bolso na forma de proventos ou parte dele é canalizado para aumentar o Patrimônio Líquido é apenas um detalhe. O fato é que, em princípio, se é para ter um rendimento menor do que 12,5% (e não necessariamente diretamente para o bolso), eu prefiro a segurança da renda fixa. Ativos com P/L acima de 8, então, são caros por princípio, independentemente do setor. No que tange o P/VPA, eu coloco um limite de 1,5. Aqui também, independentemente do setor, um ativo com V/VPA acima de 1,5 seria intrinsicamente caro."
"Para poder acomodar situações de ativos que ""violam"" um dos critérios mas que apresentam ""folga"" no outro, eu uso o produto e considero um ativo caro se (P/L)x(P/VPA) > 12."
"Para eu comprar (ou manter em carteira) um ativo que viola o critério acima, tem que haver um muito bom motivo. Por outro lado, ativos com valores muito baixos de (P/L)x(P/VPA) só não compõem a minha carteira se também houver um muito bom motivo."
"Atualmente, em minha carteira, os extremos são:"
"INEP4 (0,74); ECPR4 (1,14); FESA4 (1,20) e SGAS4 (1,29)"
"LREN3 (45,21); MGEL4 (31,08) e TLPP3 (15,93)"
"LREN3 está em minha carteira mais como especuleta, como diz o Capa :-) De qualquer forma, é uma das empresas que mais cresce no seu setor e o seu status de quase ""blue chip"" faz com que tenha comportamento previsível em dias como hoje. Comprei a R$ 18,00 e vendi a R$ 19,00 (só não fiz o vídeo para propagandear ""um lindo day trade""). MGEL4 está como turnaround. O número é alto porque o resultado líquido de 2008 quase foi negativo. TLPP3 já está na carteira há tempos ... acho que está chegando a hora de ser ""rifada""."

5608 de 580213/Mai/2009 22:58 [Citar este comentário] 0
[Nível 0] small caps Usuário PremiumComentários: 2833 - Desde: Fev 2007
citação: Kings of LeonSmall sobre o indicador Enterprise value/Ebit(EV/EBIT), qual o seu principal uso? Em vários relatórios que li os gestores empregam este indicador.Existem empresas que estão negociando em torno de 3, o que parece excelente no meio desta crise.
Abs
Kings of Leon, é muito parecido com o P/EBIT que menciono no livro. A diferença é que Enterprise Value é igual o valor de mercado da empresa somado à sua dívida líquida (ou reduzido do caixa líquido). Traz uma boa noção de quando se paga pela empresa em razão dos resultados operacionais.

6444 de 648601/Jun/2009 22:35 0 small caps Comentários: 2857 - Desde: Fev 2007
impossível saber o que será do amanhã e fazendo as faixas percentuais, deixa-se de fazer futurologia e apenas se aproveita as quedas para comprar boas ações, com bons fundamentos e as altas para vender aquelas que já esticaram demais.
Atualmente, empresas lucrativas abaixo do VPA nem me preocupo. Estão baratas. Empresas que pagam bons dividendos > 8% atualmente e tem nítida possibilidade de mantê-los, também encarteiro sem medo.
Há pouco postei quais são minhas maiores investidas.

8116 de 812302/Jul/2009 01:15 0 small caps Comentários: 2899 - Desde: Fev 2007
citação: InvestydorSaudações a todos.
Estou começando a estudar análise fundamentalista (já opero no mercado há 3 anos basicamente com análise técnica) e fiquei com dúvidas quanto a forma de analisar uma empresa dado a quantidade de empresas no mercado.
Por exemplo estive analisando a Ferbasa. Os indicadores parecem bons a princípio e talvez até sejam mesmo, porém o lucro desse ano deverá ser significativamente menor que no ano passado o que irá afetar diretamente os dividendos (os 10% do ano passado não devem ser repetir considerando a cotação atual). A empresa ainda está trabalhando abaixo da sua capacidade produtiva, o que mostra que o mercado ainda não deu sinais de melhora concreta.
No auge do otimismo, com a receita crescendo rapidamente ela chegou a R$ 16,00 (como o mercado exagera na expectativa podemos achar que R$ 16,00 previa outros anos de bonança pela frente). Será que R$ 8,00 já não é um preço justo?
Gostaria de saber até que profundidade vocês analisam uma empresa. Eu trabalho e a bolsa é apenas um complemento, não tenho muito tempo para me dedicar a análises, e são muitas as ações na bovespa..........
Ahhh...estou lendo o livro do Small..bem interessante..parabéns ao Anderson!
Obrigado.
Investydor, obrigado!
Estes fatores que você colocou são bastante relevantes. É por isso que depois da análise dos indicadores fundamentalistas P/L, P/VPA, PSR, DY. etc... devemos observar no balanço o que afeta a lucratividade positiva ou negativamente.
E então, é acompanhar as notícias econômicas, que permitem antever o futuro dos resultados... No caso da FESA4, as cotações sofrem com a queda das commoditties que a empresa produz. No entanto, o mercado há de eternizar este momento e assim como no momento de otimismo, pode exager no pessimismo...
Quando o balanço evidenciar que se chegou "ao fundo do poço" e que os preços das commodities que produz voltarem a subir, certamente será possível comprar antes que o mercado perceba tais fatos... Mas, como se diz no mercado, não há "drivers" de curto prazo para valorização das ações... Pelo contrário, talvez até o mercado seja "surpreendido" com um resultado pior no 2o. trimestre...

21943 de 21945Modificado em 23/Nov/2009 00:26 0 paulo_profComentários: 944 - Desde: Jul 2009
citação: williamcwAlguém?
citação: williamcwEu nunca vejo vocês comentando sobre o indicador EV/EVBITDA. Gostaria de saber quais são as faixas de valores aceitáveis desse indicador?
Devo confessar que tenho dado relativamente pouca atenção a este indicador. Evidentemente, satisfeitos outros requisitos, quanto menor, melhor. Em princípio, definido meio que arbitrariamente, gostaria que este indicador não fosse maior do que 5. Diversos ativos em minha carteira, entretanto, não atendem a este critério.

23577 de 2359811/Dez/2009 09:50 [Citar este comentário] 1
4 paulo_profComentários: 1066 - Desde: Jul 2009
citação: AssaydProf Paulo / ...
Pra eu entender esta adesão de algumas empresas ao parcelamento de suas dívidas neste programa (ja encerrado) do governo federal Refis Paes Paex...
Qual o impacto nos balanços das empresas? Qual o lançamento que se faz?
Sai de impostos a recolher...
Entra em resultados?
Exigível a longo prazo?
Um abraço
Ps: Excelentes seus comentários, e extremamente enriquecedores / resolvi perguntar.
Há dois tipos de lançamento que se faz:
a) No Balanço Patrimonial
a partir do instante em que a empresa reconhece uma dívida (em impostos) tem que lançar como tal no passivo - tipo, vai aparecer uma linha, tanto no circulante quanto no não circulante, relativa ao Parcelamento;
b) Na Demonstração de Resultados
Não há como aparecer um passivo "novo" no Balanço Patrimonial, sem que tenha haviado a despesa correspondente; no caso, esta normalmente será lançada como outras receitas/despesas operacionais
Boa parte dos impostos federais que foram recentemente parcelados pelas empresas estavam sendo questionados administrativa ou judicialmente. Em conseqüência, dependendo das probabilidades de ganho de causa, as empresas efetuaram um maior ou menor (inclusive nulo) provisionamento. Este provisionamento aparece, também, no passivo.
Ao aderir ao parcelamento, a nova "dívida" é conhecida, perfeitamentre determinada. Se o provisionamento anterior (correspondente aos impostos parcelados) era maior do que a nova dívida, haverá "receita" no 4T09 (caso, por exemplo, da ELPL e outras). Caso contrário, haverá "despesa" no 4T09 (caso, por exemplo, da MGEL e outras).

5) Observe o que se passa na macroeconomia.

Em determinados momentos, empresas de um setor inteiro vão bem e, na sequência, passam a enfrentar sérios problemas. É bom que o investidor saiba que nem sempre isto se deve a uma questão interna de uma companhia, e sim faz parte de uma conjuntura mais ampla. A situação das siderúrgicas ilustra muito bem este fator. Quando a China importava aço do mundo inteiro, o preço do produto estava nas alturas e as margens eram muito relevantes. De repente, a capacidade produtiva do país asiático ficou maior que o seu próprio consumo e, de importadora, passou a inundar o mercado mundial com o aço. Os preços despencaram enquanto os custos de produção permaneciam se elevando, inclusive no Brasil. Quem percebe isto antes pode evitar a realização de investimento em ativos de companhias que deixaram de ser atrativos em virtude de um novo momento macroeconômico.

6) Excesso de confiança costuma ser prejudicial.

Alguns investidores acabam estudando uma companhia e passam a acreditar tanto numa tese, que perdem a capacidade crítica de perceber quando as coisas começam a dar errado, e afundam junto das suas decisões. Ninguém é infalível e montar um método para evitar que um erro possa lhe arruinar as finanças é essencial. Investidores que acreditaram em algumas empresas nos IPO’s, inclusive de companhias pré-operacionais, pagam atualmente caro por terem se concentrado em ativos com total ausência de histórico de resultados. O fato é que a maior parte dos projetos acaba se tornando mais caro do que o previsto e/ou com prazo de execução bem superior ao planejado, fazendo com que os retornos financeiros não se concretizem como estava no papel, que tudo aceita. 

7) Foque nas premissas corretas

Há muitas formas de se estabelecer o que seria o “preço justo” de um ativo. Existem cálculos com inúmeras variáveis que são realizados por investidores com grande conhecimento em ciências exatas. No entanto, não é a capacidade de realizar os cálculos complexos que determinam o sucesso de um investidor. Se assim fosse, uma legião de físicos quânticos estaria multimilionária e o grande trunfo do investidor seriam computadores de última geração. Mas, não é! O que determina os acertos no mercado acionário é a capacidade de estabelecer as premissas adequadas para os seus investimentos. Ou seja, saber definir quais são os mercados que vão se expandir mais do que a previsão dos demais agentes, bem como quais as companhias que saberão melhor tirar proveito da situação.

8) Tenha a capacidade de fazer o contrário da massa.

O investimento em renda variável, para muitos, costuma ser bastante emocional e uma das formas que as pessoas encontram para enfrentar o grande mar de incertezas é se unindo e investindo em ativos conforme o consenso do mercado. É por isso que algumas empresas alcançam preços estratosféricos e outras chegam a preços parecidos com companhias que atingem o estado pré-falimentar. É neste momento que se deve ter coragem de ir contra a correnteza e selecionar os ativos desprezados ou então vender aqueles que estão na euforia de momento. Exemplos clássicos recentes: uma das empresas que mais rentabilizou recentemente foi a Cielo, depois de toda a tempestade que se formou após a abertura da concorrência, momento em que o pessimismo imperou com suas mais trágicas previsões; No lado contrário, basta pensar na febre que são alguns lançamentos de ações de companhias que saíram tão caras no lançamento que nunca mais atingiram estes preços.

9) Não tenha medo do lucro

Um dos erros mais comuns dos investidores é se contentar com uma alta modesta quando sua escolha de ações é correta e permanecer com aquelas que estão caindo apenas para não “realizarem o prejuízo”, como se os preços por si só fossem suficientes para justificar as decisões de compra e de venda. Muitas vezes a retomada da alta das ações pode ser apenas o início de um longo período de subida que costuma ocorrer quando a cotação de empresas em que imperavam o pessimismo passa aos poucos a refletir um pouco de otimismo, e até mesmo o excesso dele. O lucro inicial decorrente da valorização acionária parece queimar as mãos de alguns investidores que sentem uma necessidade insaciável de logo se desfazer do ativo. São estes investidores também que tem uma enorme capacidade de manter algumas ações por longos períodos apenas porque elas se desvalorizaram. Os maiores vencedores no mercado acionário se concentram nos grandes acertos e sabem aproveitar bem as altas decorrentes das boas decisões. Eles não têm medo de lucrar o quanto for necessário.

10) Não basta ser bom, tem que estar barato

O investidor deve fazer o dever de casa: analisar bem a alternativa escolhida, observar como é o histórico de resultados, quais são as margens e as perspectivas futuras. É importante visualizar ainda se o cenário que permitiu bons resultados vai permanecer. Todo este cuidado, no entanto, não basta se você encontrar uma empresa que já embute no preço toda a sua competência e anos a frente de bons resultados. O que impulsiona as cotações no longo prazo de uma companhia é a diferença entre as expectativas já precificadas e aquelas que de fato ocorrem. É neste campo que deve se concentrar a escolha dos melhores investimentos. Ou seja, encontrar uma boa companhia, com um bom preço, o que permitirá a colheita de bons lucros futuros, a medida que o mercado perceba o que você visualizou antes.

Dúvidas dos Foruns do Small Caps

Ações Boas pagadoras de dividendos
Ações de baixa liquidez
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Aluguel de Ações (Aluguel Modo Automático, Aluguel FII e FIP e Como Alugar Ações, Consulta de Taxa de Aluguel)
Análise Fundamentalista X Análise Técnica
Aplicações
(Rentabilidades, TD, Boas Opções de Investimentos de Resgate Rápido
Qual montante de dinheiro voces acham viavel operar com tres, dois até um papel)
Aplicação em Small Caps
Comprar e Manter
Compra e Venda de Ações
Contratos negociados na BMF
Controle do Portfólio de Ações (gaugeinvest https://planilhadeacoes.blogspot.com.br/, Google Planilhas, bussoladoinvestidor, osardinha, Planilha do Capa, Sistema de Cotas)

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Rico/Octo [Problemas com valores de corretagem - TED/OB BB/Negociação final 11b, Corretagem Zero para FII),

Daytrade
Diversificação Setorial
Imposto de Renda:
(Links, Imóvel, FII [Amortização de FIIs, Declarando Prejuízo em FII, Lucro na venda de XPOM11 onde declarar, Declarando FII, Declarando Anos Anteriores], Ações [Declarando Prejuízo em Ações, Dinheiro em conta na corretora, Pagamento de DARF atrasado, Restituição de Capital, Daytrade, Declaração na Virada do Mês/Ano, Declaração de JCP/Dividendos, Cobrança de Imposto de Anos Anteriores, Como declarar rendimentos declarados e não pagos no Informe de Rendimentos, Declaração de Subscrição, Declaração de Operação acima de R$ 20 mil, Preço Médio, Limite para Pagamento de DARF, Declaração das Operações abaixo dos R$ 20 mil, Como Recorrer para Receita, Declaração de Ações Isentas, Data de negociação X Data de Liquidação, Fusão de duas empresas])
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