quinta-feira, 15 de março de 2018

Ações - Dividendos/Juros Sobre Capital Próprio - Dividendo Yield (DY) - Yield On Cost




Caro Prof-paulo

Debate entre o Valuation Master e o escalador

Estava acompanhando um fórum de Unipar e me deparei com essa discussão abaixo.
Eu particularmente seria 'a favor de vender quando e se aparecer oportunidade melhor, pois, na minha visão limitada, apesar do imposto , um giro com melhor custo x benefício, seja por dividendos ou crescimento,pode crescer ainda mais rápido a bola de neve..
Ps. Sei que nem empresas com alto crescimento de dividendos e nem oportunidades ótimas são frequentes, então esta é a dúvida , manter só porque comprou barato ou vender quando aparecer uma oportunidade melhor e clara?
Estou errado? Como o Sr vê a questão.?
Obrigado!

post1
Então IKKI você tem que diversificar , mas não aconselho vender porque seu yield on costa vai ser elevado: Todo ano é 15% ou 20% sobre preço de compra: em 5 anos o capital investido vai a custo 0.
Pega este dividendo e joga em fundos imobiliários e elétricas e seja feliz .
Por aqui sacrifiquei algumas elétricas só com dividendos dos próximos meses vou recomprar metade da posição!
Agora se XP quiser vender para mim por estes preços que comprei hoje estou de bom grado!

Réplica
Desculpe a minha ignorância, eu não consigo compreender totalmente a vantagem do yeld on cost. Considerando hipoteticamente que o lucro da unipar não vá mais crescer, se a ideia for receber dividendos, ele vendendo a 42, pagando todos os impostos, comprando tudo de fundos imobiliários e elétricas, ele irá receber mais dividendos do que permanecer na unipar, não?

Post2
Errado:

Estude matemática financeira e saiba porque barsi é bilionário hoje em dia!

- Vamos supor que você compre uma ação nos anos 70.
- Pagou por esta ação um preço de 5 reais
- Esta ação todo ano paga 1 real, logo você tem um yield on cost de 20% a.a , em 5 anos o capital retorna para custo 0.

Agora imagina o lucro crescendo na seguinte progressão aritmética: 1, 2 , 3 , 4 vezes ao longo do tempo.

EX: Luiz barsi em 1998 comprou a empresa krabin em meio uma crise cambial , diz ele que pelo preço que pagou ninharia acredito que yield dele na época seja por volta de 15% a.a.

Nestes quase 30 anos a empresa cresceu seu lucro umas 7 vezes ! Ou seja aquele yield de 15 % a.a hoje representa um yield 105%.

Resumindo esta é vantagem do yield on cost no tempo você recebe yields maiores que 100% do valor investido por ano, foi assim que barsi ficou bilionário.

Este blogueiro explica bem como funciona
https://dinheiroinvestimentoelazer.blogspot.com.br...


EX: tenho itausa com yield on cost por volta de 25% a.a ! Comprei em 2005 e 2006.
Olha quanto quanto é o lucro do itau atualmente em comparação aquela época.

Por ultimo a cada 1 milhão de lucro você paga 150.000 mil reais de IR !

IR para tubarão é bem diferente de sardinha

Do ponto de vista teórico, puramente matemático, yield on cost é besteira ...

O preço de compra só interessa para o cálculo da despesa de IR devida, caso o yield de um novo ativo seja maior do que o yield corrente do ativo antigo, levando em consideração a despesa de IR.

Por exemplo:

preço de compra R$ 1,00

yield anual: R$ 1,00

preço de mercado atual: R$ 10,00

preço "ajustado" atual: 10 - 0,15*(10-1) = 10 - 1,35 = R$ 8,65

yield efetivo atual: 11,56%

Se existir um ativo que, com o mesmo risco, propicia um yield maior do que os 11,56%, a matemática "recomenda" vender.

Fiz as contas com um IR de 15%, mas não necessariamente este será o caso para um investidor específico. Dependendo do tamanho de sua posição, ele pode "sair" do ativo no limite da isenção. Neste caso, o IR é zero e o yield efetivo corrente é menor. Por outro lado, um Barsi não conseguiria nunca sair sem derrubar o preço ... qual é a queda esperada? Tendo que pagar os 15%, com o preço caindo, o yield efetivo será maior, e pode ser difícil encontrar um ativo com maior rendimento.

Ocorre que no caso prático de uma Unipar, as coisas não são tão simples, pois de fato não há como estimar o yield futuro. No exercício de 2017, o payout (expresso em termos da UNIP6) foi de 154,9% (ainda faltam pagar os R$ 1,17 por ação). Qual será o payout de 2018, de 2019 e de 2020? Um analista gênio pode até acertar aproximadamente quais serão os resultados nos próximos 3 anos ... mas no que se refere os payout que serão praticados, só poderá dar um enorme chute.

Qual será a do Frank? Vai reter grana na empresa para inventar novos vôos, ou vai decidir crescer organicamente? Se os dedos estiverem coçando para se meter em novas aventuras, o que será? Uma Tecsis ou uma Indupa?

Mas há outros detalhes que devem ser observados.

No exercício de 2017, os seguintes números foram gerados:

capex dispendido nas atividades continuadas: R$ 152 milhões

depreciação relativa as atividades continuadas: (R$ 145 milhões)

lucro líquido: R$ 306 milhões

ebitda: R$ 631 milhões

Resultado Financeiro Líquido: (R$ 94 milhões)

IR/CS: (R$ 34 milhões)

lucro "ajustado" do acionista = ebitda + Resultado Financeiro + IR/CS - capex = 631 - 94 - 34 - 152 = R$ 351 milhões

Em princípio, se o capex se mostrar adequado, este lucro (R$ 4,35/ação) poderia ser integralmente distribuído aos acionistas. Ao preço de fechamento de hoje, portanto, representaria um DY de 15%. Ou seja, o preço do ativo ainda tem chão para caminhar.
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