domingo, 26 de março de 2017

Aplicações

Qual montante de dinheiro voces acham viavel operar com tres, dois até um papel


159464 - alisonvm  -  06 Dez 2012, 02:31
com 50 mil
recomendaria all-in em ações (maximo três)

Com 100 mil,
recomendaria 30%/FII e 70%/ações( maximo quatro)

com 500 mil,
recomendaria 40%/imóvel pra aluguel e 60%/ações (maximo seis)

com 1 milhão,
recomendaria 50%/imóveis/terrenos e 50%/ações (maximo oito)
Não acredito que renda fixa, tesouro ou previdência privada, renda mais que imóveis.

159525 - sergio74 -  06 Dez 2012, 13:52
Se o pequeno investidor faz aportes mensais de seu salário, não vejo motivo para ficar preso em um número limitado de papéis. No meu caso, eu faço a compra de um papel que está oferecendo boa oportunidade naquele mês, seja ele já existente em carteira ou não. Só começo a frear quando a alocação está relativamente muito grande em um mesmo papel (ex: BBAS3 que está barata há muito tempo...), mas não vejo problemas em uma diversificação "exagerada" exceto pelas taxas de corretagem. Aliás, graças a este fórum dá para acompanhar uma quantidade muito maior de papéis sem perder muito tempo, assim dá para manter uma carteira grande sem perder a sanidade.

Amigos, estou-me aposentando e com 400mil reais livres para investir e complementar a minha aposentadoria. Queria investir sempre salvaguardando o principal, indo la todo o mes sacar o rendimento. Ja invisto a muitos anos em acoes e FI Imobiliarios. Mas esta grana a minha esposa nao deixa eu entra no risco, RssssO que vcs me aconselhavam???ObrigadoPs preciso de sacar o rendimento mensalmente

Imóvel

Imóvel, 
pra ganho no aluguel e na valorização.
eu poria 100% em FII argumentando que o risco é baixo (talvez se possa usar expressões oratórias como 'inexistente'). Mas se voce não quer mesmo morder a língua, 75% ou mesmo 50%, com o resto em RF/poupança/fazer o quê.

156639 - mr Floyd  -  13 Nov 2012, 14:19
Ghfranco, ja ganhei bom dinheiro em FII mais precisamente em HGRE11 e FFCI11, neste momento so tenho HGRE11, mas acho que neste momento os fundos de uma maneira geral ja estao um pouco esticados.

156655 - Armageddon_BR -  13 Nov 2012, 15:01
Coloca em FII, diversifica entre varios fundos de FII e já era.

Nao acho uma boa comprar imovel diretamente, mesmo pq nao daria para comprar muitos e com imovel sempre corre o risco de ter que gastar com manutencao, ficar sem inquilino, etc.

156690 - ghfranco -  13 Nov 2012, 17:36
Entendo, Floyd, mas penso que estão esticados em relação ao passado - SELIC anterior. O próprio Small tem comprado alguns FIIs porque acredita que as promoções que vieram do mês passado para este talvez não fiquem por aí.

Penso que o raciocínio é o mesmo ao que se tem comentado em relação a ações aqui - muitas subiram 100% ou 1000% e não estão caras - não é a valorização em si que indica se o preço está esticado ou não, mas a comparação com outras formas de investimento.

Creio que o risco de investir em SELIC ou coisas fixas seja não vencer a inflação. Se não vencer a inflação, a rigor não se estará investindo, mas perdendo dinheiro. Tente mostrar à patroa o risco disso (a comida vai ficar mais cara e o rendimento do investido vai cada vez mais começar a não cobrir, além do mais, depois você vai ver e o principal já não é mais tanto como um dia foi, comparativamente). Os FIIs em geral te pagam aí 8% a. a. e serão corrigidos por inflação.

Agora, um imóvel físico, como o Alison sugeriu, também é uma alternativa, mas penso dificilmente você conseguirá o DY de um FII. E ainda vai ter toda a incomodação (não que FII não necessite de monitoramento, mas é outra coisa).

Ações

161840 - paulo_prof -  29 Dez 2012, 15:45
Uns e outros parecem não concordar quando afirmo que "medir" a rentabilidade virtual da carteira não passa de uma masturbação mental ... o que realmente interessa é o fluxo de caixa que a carteira propicia, incluindo lucros com eventuais mudanças de posição.

Vamos supor que um investidor B&H esteja all in em BGIP4. Suponha que estivesse com 40.000 ações em 30DEZ2011.

No dia 12ABR2012 este investidor recebeu R$ 140.584,64 em dividendos. No dia 09ABR iniciou um processo de compra de BGIP4 para "torrar" os dividendos que iria receber.

09ABR 200 @ 54,0000 = 10.800
10ABR 400 @ 54,3725 = 21.749
11ABR 500 @ 54,7840 = 27,392
12ABR 500 @ 55,2520 = 27,626
13ABR 300 @ 55,3340 = 16.600
16ABR 665 @ 54,7300 = 36.395

ficando com 42.565 ações na carteira.

No dia 29JUN2012 este investidor recebeu R$ 21.625,72 em JCP.
No dia 26JUN iniciou o processo de compra, mas só teve sucesso no dia 29:

29JUN 401 @ 53,9300 = 21.626

ficando com 42.966 ações na carteira.

No dia 03SET este investidor recebeu R$ 55.311,65 em dividendos.
O processo de compra de novas ações foi

29AGO 400 @ 52,1550 = 20.862
30AGO 650 @ 52,9700 = 34.431

ficando com 44.016 ações em carteira

Finalmente, no dia 11DEZ recebeu R$ 20.770,48 em JCP:

12DEZ 372 @ 55,7800 = 20.750

ficando com 44.388 ações em carteira.

O ganho real da carteira foi de 10,97% (o aumento de ações na carteira).

A cotação de fechamento, em 29DEZ2011 foi de R$ 49,38. A de 28DEZ2012, R$ 48,20, ou seja, uma desvalorização de 2,39%.

O valor virtual da carteira em 29DEZ2011, considerando a cotação de fechamento, era de R$ 1.975.200,00; em 28DEZ2012, também considerando a cotação de fechamento, o valor virtual da carteira é R$ 2.139.502,00, ou seja, uma valorização de 8,32%.

Será que estes 8,32% têm realmente algum significado prático? No meu modo de enxergar as coisas ... nenhum!!! Para mim, o que interessa mesmo é:

a) que a carteira aumentou 10,97%;
b) que a empresa que está por trás continua sólida, com lucros crescentes;
c) que a política de proventos da empresa permite esperar que, ao final de 2013, o tamanho da carteira seja aprox. 10% maior.

161841 - rnelias -  29 Dez 2012, 16:11
prof. o único inconveniente desta metodologia é conseguir fazer tal apuração para uma carteira que vive se modificando. Daí fica muito mais simples pensar simplesmente no valor da carteira do que nas cotas. Realmente não deixa de ser uma masturbação mental, afinal, aquele valor da carteira é virtual até que se venda tudo e se realize o lucro. No entanto, acaba fazendo bem ao ego e dá forças para continuar tentando fazer esse capital crescer ainda mais. Seja nas cotas ou no valor em si (já que um acaba puxando o outro).

Vou dar um "contra-exemplo" da complexidade de se medir isso (pelo menos para mim que não faço controle fino das transações).

No início do ano, o que recebi em dividendos de ELPL foi convertido em GRND (outra empresa). Depois disso ELPL desabou e GRND foi só alegria. Neste contexto, eu nem considero que ELPL tenha me dado prejuízo financeiro, afinal, foi um "hedge" sem querer que acabei fazendo. Na época eu nem atentei em quantificar isso, no entanto, não teria como afirmar a valorização em termos de cotas. Atualmente tenho o dobro de ELPL pois dobrei posição nos 13 Reais e GRND continua firme e forte na carteira.

Enfim, esse acompanhamento não é simples. Pelo menos para mim... rs

161850 - MuadibGV - 29 Dez 2012, 18:27
Embora admita que avaliar a carteira em cima de lucros/prejuízos não realizados com base em cotações de fechamento tem um "quê" de masturbatório, ainda assim acho que é a melhor medida porque o preço é o único parâmetro com o qual todos os agentes do mercado concordam.
No seu exemplo por exemplo qual o racional de se considerar o ganho de 10,97% no número de ações mas desconsiderar o decréscimo na cotação? Você poderia dizer que o valor patrimonial da ação se manteve ou até subiu, ou que o valor intrínseco da ação é o mesmo, mas ai entramos em avaliações individuais e subjetivas...

161853 - uqaz -  29 Dez 2012, 19:07
Embora admita que avaliar a carteira em cima de lucros/prejuízos não realizados com base em cotações de fechamento tem um "quê" de masturbatório, ainda assim acho que é a melhor medida porque o preço é o único parâmetro com o qual todos os agentes do mercado concordam.
No seu exemplo por exemplo qual o racional de se considerar o ganho de 10,97% no número de ações mas desconsiderar o decréscimo na cotação? Você poderia dizer que o valor patrimonial da ação se manteve ou até subiu, ou que o valor intrínseco da ação é o mesmo, mas ai entramos em avaliações individuais e subjetivas...

A graça não é ver se eu ganhei mais que vc. A graça é saber se venci a poupança ou a inflação (que afeta a mim, não à emepresa em si que repassa tduo para os clientes dela), por exemplo. Se não tiver vencido, tem alguma coisa errada com o meu método e preciso consertá-lo. Pra mim, é a principal motivação!

Mas entendo o paulo. Ocorre que concordo com ele qdo considera que a rentabilidade seria apurada apenas no momento da venda. Mas o que acontece é que simulamos este acontecimento!

Simulamos que uma caderneta de poupança foi comprada no dia 01/01 e vendida no dia 28/12. Eu uso um índice de 15% para IR do CDI, pq esse é o mínimo cobrado pelo Governo, para uma aplicação de no min 3 anos.

O problema é que jogo com o fato de que todas as minhas vendas sejam/serão isentas de IR. Me utilizo do pressuposto que a venda será sempre isenta, abaixo dos 20k/mês (menos no caso de FIIs e/ou caso não haja um bom prejuízo contábil).

O mesmo vale para fundos de investimento, com uma alíquota de 20%, obrigatória.

Uma vez vi ou li em algum lugar que a contabilidade é uma ciência subjetiva e altamente interpretativa. Penso o mesmo sobre a apuração de resultados.

Aí volto à questão:

a) que a carteira aumentou 10,97%;
E daí, isso é bom? Comparado a que isso é bom? À valorização virtual de um imóvel, por exemplo? Dá pra supor que um aumento de 10,97% tbm levaria a um aumento de 10,97% nos proventos? Não. E no caso de um imóvel!? rs

b) que a empresa que está por trás continua sólida, com lucros crescentes;
Isso sim é interessante, mas como relacionar isso aos 10,97%? Lembro que as construtoras safadas de uma hora pra outra, criativamente, mexeram na "solidez" da empresa. Nos videos que anexei há pouco, o apresentador mostra que solidez depende de confiança. E essas construtoras gozavam de muita confiança de fundões de investimento...

c) que a política de proventos da empresa permite esperar que, ao final de 2013, o tamanho da carteira seja aprox. 10% maior.
Contanto que não mexa com b. (como a ELPL mexeu rs), isso é ótimo, apenas.

Complicado isso amigos. Não acho justo considerar rendimentos brutos, pq as alíquotas de imposto podem variar, de acordo coma ocasião. Mas por outro lado não dá pra antever se gozaremos de isenções. Eu falo de tudo para isso...esse ano quase consegui...

161857 - rnelias -  29 Dez 2012, 20:01
Fiberman, isso é a realização de UM sonho (pontual) a partir de UMA realização de lucro (também pontual).

O ponto que o prof. e o Uqaz levantaram é o da "bola de neve". Como fazer a carteira se "retro-alimentar" para que ela cresça de forma consistente. A resposta simples seria: reinvestindo os dividendos (o nome mais genérico seria, reinvestindo seu fluxo de caixa). Que nada mais é que a lógica dos juros compostos (só que não da mesma forma matemática já que bolsa não é tão previsível quanto a fórmula dos juros compostos).

No caso exemplificado lá do dividendos. Bacana, realizou um sonho/desejo mas foi necessário arrancar um pedacinho da "bola de neve".

Mas realmente contabilidade é uma ciência nem um pouco exata. Ainda mais quando trazida para o universo da bolsa que permite inúmeras combinações de fatores.

161858 - rnelias -  29 Dez 2012, 20:04
Dois conceitos simples e que geram essa subjetividade na avaliação das carteiras:

Preço x patrimônio

Talvez, na minha humilde opinião, o correto seria ancorar tudo pelo valor patrimonial da empresa. Desta forma, se tenho 1000 papeis de uma empresa que está a 0.8 de seu VPA, projete seu preço para que empate o VPA e veja o quanto ela vale. Desta forma eu poderia afirmar que, se amanhã a empresa fosse vendida, eu realizaria exatamente o lucro de seu VPA (na prática não chega a ser isso, mas seria uma boa estimativa).

Repare que, neste caso, o PATRIMÔNIO corresponde a fração equivalente aos 1000 papéis. O PREÇO seria o que o mercado estaria pagando no momento do fechamento do pregão e o VALOR seria o VPA da empresa.

O contraditório dessa metodologia é que tem empresa que está acima de seu VPA. Entretanto, seria uma forma mais realista de ancorar o valor do que possuímos em carteira.

No caso dos FII's isso me parece mais fácil de ser aplicado...

161904 - paulo_prof -  30 Dez 2012, 14:08
Vou insistir ... o "valor" da carteira em determinado instante, é irrelevante ... a única coisa que realmente interessa é o fluxo de caixa ...

A menos que a carteira é constituída de ativos muito líquidos, vc já percebeu a dificuldade em se estimar o seu valor em determinado momento. O preço corrente de mercado de uma VALE5, PETR4, BBAS3 ou algo semelhante de fato, é a métrica mais adequada para uma medida. O preço de mercado pode, também, ser uma métrica adequada para medida de uma carteira que tenha 1 ou 2 lotes de BGIP4. Mas quando a concetração, na carteira, de ativos pouco líquidos é considerável e o tamanho desta carteira também é considerável, o preço de mercado não é uma métrica adequada para medida de valor.

Vc está certo em afirmar que, neste caso, cada cabeça será uma sentença. Mas é uma sentença cuja utilidade é discutível. Vc diz que quer comparar o resultado de sua carteira com a poupança, CDI, etc ... No exemplo das BGIP, o total recebido foi aprox. R$ 238 mil. O rendimento percentual da carteira de 40K BGIP4 vai depender do valor que se der a esta carteira em 29DEZ2011. Cada cabeça ... um percentual distinto. Mas este percentual não muda o valor efetivamente recebido, que é o que interessa.

Todos os seus "problemas" de avaliação (considero, ou não, os 15% de imposto sobre as vendas "virtuais" que ultrapassarem os 20k permitidos? como é que faço com ativos pouco líquidos? etc, etc.) decorrem de um exercício que denomino de masturbação mental ...

Acho muito mais "saudável" vc, no final do ano, traçar metas para o ano seguinte, em termos de:

a) proventos líquidos a receber;
b) ganhos de capital a realizar dentro do limite dos 20k;
c) ganhos de capital a realizar fora do limite dos 20k; e
d) aporte líquido à carteira.

Lá na frente, se de fato vc pretender viver um bom período dos rendimentos de sua carteira, o "valor" desta carteira num determinado momento não interessa. O que interessa é a sua capacidade de efetivamente prover o fluxo de caixa que vc necessita para pendurar as chuteiras ...

Suponha que em sua carteira vc tenha 5kg de ouro, como um "seguro" para eventuais tempos super difíceis do futuro. Tem algum sentido ficar precificando este ouro ao longo do tempo e se masturbar com a volatilidade dos preços? Talvez vc queira aumentar o seu "seguro" ao longo do tempo ... mas o seu seguro será medido em kilos de ouro e não nos R$ que estes kilos possam custar num determinado momento. A cotação do ouro disparou ... vou fazer uma viagem para a Disney ...; a cotação do ouro despencou ... vou consultar um psiquiatra ...; faz algum sentido ??...

Vc deve ser capaz de enxergar hoje, como deverá ser a sua carteira no futuro para que propicie o que vc necessita. E vc deverá traçar um caminho para que, no final do ano, vc esteja mais perto de seu objetivo do que estava no início. Ao longo da caminhada, a visão que vc terá da constituição desta carteira do futuro "mudará, assim como a estratégia para consegui-la sofrerá ajustes.

161911 - paulo_prof -  30 Dez 2012, 18:59
Citação: uqaz
Necessariamente, uma rentabilidade virtual alta em 2012 não significa um fluxo de caixa bom de fato. Mas indiretamente, uma rentabilidade virtual alta significa uma semente positiva para 2013, apenas. E é nisso que eu estou apostando, uma vez que os aportes em 2013 serão bem menores (estimo).
Será mesmo, uqaz, que a rentabilidade virtual constitui uma semente positiva para o futuro?

Na minha opinião, na fase de crescimento de uma carteira de investimentos, o risco deve ser maior do que na fase da "perpetuidade". Mas o risco deve ser "dirigido" para gerar fluxo de caixa. É o fluxo de caixa aportado de volta à carteira que efetivamente a faz crescer ... a tal bola de neve.

De pouco adianta, por exemplo, ter investido em SHOW3 em 2011, ter saboreado a valorização meteórica e depois sofrer a decepção da derrocada, e ficar estático, sentado em cima. Ou a empresa foi um affair de momento e, portanto, o lucro deveria ter sido realizado, ou se de fato a empresa é para B&H, o no. de ações deveria ter sido aumentado. Se a SHOW3 é considerada uma empresa bem administrada e com um futuro promissor, o que determina o seu poder de produção de fluxo de caixa futuro é o no. de ações na carteira, e não o seu valor em determinado momento. Para quem acredita no potencial da empresa, a derrocada deveria ter sido entendida como uma benção dos céus ... e a oportunidade deveria ter sido aproveitada.

O objetivo relativo ao ativo com o qual vc decidiu "casar" (em princípio por toda a eternidade) deve ser o de aumentar o número de ações. Para este objetivo, quanto menor o valor da ação, melhor!!!

Ações em carteira cujos preços "explodem" são ótimas para ... "a realização de lucro", objetivando gerar caixa para aplicações em ativos promissores mais baratos ...

Ouro e/ou Francos Suiços

163431- paulo_prof -  15 Jan 2013, 00:08
Citação: Polpudo
Qual é a boa Professor Paulo?
Meu dinheiro está em OURO, FRANCOS SUIÇOS e TíTULOS DO TESOURO.
Ouro e/ou Francos Suiços nada produzem. Se vc comprar 5kg de ouro e 20 mil francos suiços hoje e os mantiver em carteira, daqui há 5 anos vc terá exatamente 5kg de ouro e 20 mil francos suiços.

Portanto, vc não está fazendo um investimento. Vc está comprando um seguro e como todo seguro, o preço não costuma ser desprezível, podendo até ser muito caro.

Operação com ouro e francos suiços só será considerada um investimento se a sua estratégia é comprar na baixa e vender na alta, ou seja, se vc efetuar trades.

Ocorre que, se vc acha ter competência para ser um trader em ouro e/ou francos suiços, vc também pode ser um trader em, sei lá, PDGR3 ou OGXP3. Como estes papéis não ficarão estáticos no tempo, sempre será possível ganhar algum, pelo menos em tese.

Visto que ser um trader em ouro/francos suiços é o mesmo que ser um trader em PDGR3/OGXP3, chega-se à conclusão de que vc efetivamente comprou um seguro. Nas um seguro tem que ter um objetivo. Qual é o seu? Se o mundo explodir, qual o período de tempo que o seu seguro deve prover? 1 mes? 6 meses? 1 ano? Se vc não sabe, a sua compra de ouro/francos suiços provavelmente está equivocada!

Dependendo de seu perfil, comprar um seguro em ouro/francos suiços e investir em títulos do tesouro pode ser a boa que vc procura ... para tanto, entretanto, a proporção seguro/investimento tem que ser coerente.

Também tenho um seguro ouro que, caso necessário, sustentará a minha família por uns 6 meses. Existe há mais de 20 anos ... inalterado. No mais, não estou preocupado. Na minha experiência, dificilmente haverá uma crise que seja inadministrável ... Tudo o que é necessário, em caso de derretimento do mercado, é prover um mínimo de liquidez e esperar a recuperação.

Se vc pudesse escolher ... faria de 2013 um novo 2008 ou um repeteco de 2011/2012?

Ouro

173681 - paulo_prof -  19 Mar 2013, 00:32
O contrato OZ1 fechou hoje a R$ 102,30 na BM&F, quando a onça troy estava aprox. USD 1.605, o que corresponde a USD 51,60/g. Em conseqüência, a taxa de câmbio efetiva que foi praticada no fechamento da BM&F foi de aprox. 1 USD = R$ 1,9825

Na minha opinião, esta é uma taxa muito boa para o comprador, porque está sensivelmemnte abaixo da taxa do dolar paralelo (está inclusive abaixo do PTAX de fechamento hoje).

O contrato OZ2 fechou a R$ 100,10 hoje.

Por sinal, uqaz, qual é o grai de pureza da barra da Ourominas? No passado não era ouro 999,9 ... era "só" 999, o qual, se não estou enganado, não satisfaz os requisitos para ser negociado BM&F.

173668 - uqaz  -  18 Mar 2013, 23:25
Segundo o vendedor da ourominas, as barrinhas vêm com um certificado e lacre. É ouro 999, 24k.

Já tenho uma idéia da diferença na compra com a "realidade" (106/102,2 = ~4%)

Estou curioso pra ver o qto esses camaradas com a placa vão dar pelo grama. Bem ou mal eles devem respeitar estes lacres e o nome Ourominas.

Estou muito curioso!

173665 - rnelias -  18 Mar 2013, 23:17
E a certificação do que você está comprando/vendendo? Acredito que, nos meios formais (bancos, corretoras, etc...), ninguém te comprará ouro sem um atestado de pureza, que certamente tem um custo. Senão seria "fácil" para algum gatuno comprar ouro no varejo, "batiza-lo" numa fundição e vende-lo depois. Em outras palavras, neste "ixpreadi" (sou carioca) de compra/venda ainda tem a perda com essa certificação.

Ahora, se for vender no mercado informal, até aqueles papagaios que ficam com placas do tipo "compro ouro" servem. Daí o cara deve ter alguma "macumba" para aferir a pureza do que está comprando (mas devem pagar preço de fome também...)

173662 - uqaz -  18 Mar 2013, 22:57
Hoje fui a uma loja da ourominas aqui no Rio.

Aqui dá pra ver que dá pra comprar a 109,xx/g pela internet:
http://www.omgrupo.com.br/

Ocorre que, pessoalmente, consegui chorar uma compra em R$ 106/g, e diferentemente do que o paulo profetizou, é o mesmo preço para barras de 10g ou 250g. Percebi que o camarada seguia o ouro spot internacional (dolar comercial x ounce-troy em US$), não o ouro da BM&F. No site, se eu comprar a R$106/g devo vender a 95,00/g de volta pra eles. Ou seja, perco uma grana danada.

Pois bem, tive a idéia de ir amanhã ao Centro do Rio, ir em alguns joalheiros... Segundo minhas contas, uma venda a partir de R$ 99/g - tendo comprado a 106/g - equivaleria/seria melhor que o contrato OZ1D/OZ2D.

E ainda teria a posse física do ouro.

Dado que o ouro está em uns R$102/g (hoje, mercado internacional) acho que consigo. Mas estou bastante curioso pra ver a qto eles compram. É jogo pros joalheiros comprarem de mim, em tese...ao invés de comprarem da ouro minas a 106/g ou 109/g.

E eu duvido que os pequenos tem acesso direto à mina

173568 - uqaz -  18 Mar 2013, 13:47
Li em algum lugar que a BM&F é o único lugar que permite retirar ouro físico no mundo (fora os bullions). Acho que existem prós e contras. Assim como vc, rnelias, eu achava que o ouro fosse como uma ação, que pudesse ser fracionada sem problemas. Ocorre que o ouro é um bem físico e não virtual como uma ação.

O bom disto é que o ouro é de verdade. Num caso de insanidade no mercado aquele contrato OZ1D que vc tem é seu. O receio de se comprar ouro escritural é justo esse: se eu quiser retirar meu ouro enquanto todos o querem, conseguirei?

Na BM&F parece que sim, já na gringolândia acho que n.

173529 - paulo_prof -  18 Mar 2013, 00:46
Sim ... mas não da forma como eventualmente vc pensa ...

Se vc comprou e liquidou um contrato OZ1D, vc efetivamente recebe 1 barra de ouro de 250g. Se a sua custódia é na BM&V, este ouro fica a "ponto de bala" para vc poder vender 1 contrato OZ1D quando lhe aprouver. Para vc ter o direito de vender 25 contratos OZ2D, vc necessita dispor de 25 barras certificadas e 10g. Ou seja, antes que vc possa vender contratos OZ2D vc terá que fundir a sua barra de 250g para produzir as barras de 10g. Estimo que o custo para fazer isto deve girar em torno de uns 3-3,5%.

173527 - uqaz -  18 Mar 2013, 00:44
Citação: rnelias
Citação: uqaz
Paulo, sabe se eu poderia comprar OZ1D (250g) e depois vender OZ2D (10g), parceladamente?
Deu pra entender o que quero com isso? rs
não seria equivalente a comprar um lote de ações e vender no fracionário?

Sim. O ouro tbm pode ser isentado com vendas abaixo de 20k/mês. Como um lote de OZ1D custa 25k, só seria possível isentar 80% de 1 OZ1D, ou 20 OZD2.

O problema eh q poucas corretoras trabalham com OZD2. Amanhã vou entrar em contato com a minha. Estou propenso a mudar de corretora (a minha cobra 16,90 - caro - por ordem, mas sem custódia).

173526 - paulo_prof -  18 Mar 2013, 00:37
O valor é este mesmo ... suspeito que a BMF espera lucrar com a custódia ... em conseqüência, deve mesmo minimizar os emolumentos.

O que vc considera "spread"?

Acho que o fato de (em princípio) o ouro ser negociado compatível com a taxa de câmbio paralelo nada tem de estranho. Por que deveria ser diferente? Se vc pretende comprar ouro no exterior, vc terá que pagar em dólares. Para ter os dólares vc terá que pagar a taxa de câmbio paralelo, não?

Em conseqüência, o que vc denomina de spread do ouro físico para manter em casa deveria ser aquele percentual adicional além do spread entre o PTAX e a taxa de câmbio paralelo. Eu andei acompanhando a "taxa efetiva de câmbio praticada pelos negócios de ouro na BM&F durante mais de um ano e verifiquei que há uma certa variação em torno da taxa do paralelo, para mais ou para menos. Na 6a. feira, por exemplo, a taxa efetiva focou abaixo da taxa do paralelo. Ou, alternativamente, se vc assumir que a taxa deveria ser a do paralelo, o ouro na 6a. feira foi negociado a um preço médio menor do que lá fora!

Se vc comprar ouro físico para guardar em casa em pequena quantidade, vc sempre vai pagar um spread maior do que aquele do dólar paralelo, especialmente se vc adquirir cartões, porque o custo de manufatura está incluído. Mesmo quando barras estão em consideração, é evidente que a cotação do grama terá que ser maior para pequenas quantidades (barra de 10g) do que grandes quantidades (barra de 250g).

O que vc deve considerar como spread é o eventual acréscimo de preço em relação ao preço praticado na BM&F e não ao preço spot em NY transformado em reais pelo cambio comercial.

Nada há realmente que impeça vc comprar barras de 250g na BM&F e depois vender em lotes de 10g. Ocorre que como vc não é do ramo, a operação de transformar e certificar 1 barra de 250g em 25 barras de 10g vai custar mais do que a diferença de preço que vc conseguirá ao vender as barras de 10g.

173506 - uqaz -  17 Mar 2013, 21:31
Informações de ouro!
Aqui, nos comentários:
http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=1075

não há tantas informações como aquelas que vc colocou aí acima!

Só complemento o seguinte. Parece que vc só pode tirar o ouro pessoalmente e apenas em São paulo. E é como vc falou, uma vez fora da bolsa o ouro perde o lacre. E achei bem baixo esse custo de "atestamento" do grau de pureza. Por que então esse spread assassino com o ouro físico?

Amanhã msm vou fazer algumas contas com as condições que vc postou. Vlw msm, saí do escuro. Não gostei de 0,07% do valor médio diário ao mês. Quer dizer, vou sendo descontado todo mês de uma eventual subida. Vou comparar essas condições que vc colocou com o spread insano de 9% (compra/venda do ouro físico). Quero ver como esse pedágio mensal se comporta, afinal pretendo manter pro longuíssimo prazo (nunca fiz isso!)

Estranho um valor de 0,57 USD para um contrato de R$ 25.000... é isso msm?

173504 - paulo_prof -  17 Mar 2013, 20:53
Uns 20 anos atrás eu comprava ouro físico diretamente de uma fundidora. Quando precisava vender, invariavelmente era para dentistas, os quais me davam uma cotação muito melhor do que aquela do fundidor. Para não ter problemas na venda, entretanto, na época as barras eram de 10g e 25g. Vender barras de 250g ou 1kg era super complicado!

Não tenho a mínima idéia de como estão as coisas hoje. Nem sei se o ouro continua sendo utilizado em obturações/próteses como naquela época.

Naquela época, o spread era aprox. o mesmo do câmbio paralelo, mais um percentual para supostamente cobrir os custos da fundidora. Em conseqüência, o spread numa barrinha de 10g era bem maior do que aquele numa barra de 1kg.

173501 - paulo_prof -  17 Mar 2013, 19:46
considere o seguinte:

a) uma troy ounce = 31,1035 g

b) na 6a. feira, o preço médio do ouro spot negociado na bolsa de NY foi (fonte Kitco) USD 1.594,95/ounce = USD 51,28/grama

c) na mesma 6a. feira, o preço médio do contrato à vista de 250g na BM&F foi de R$ 100,80/grama

Em conseqüência, a taxa efetiva de câmbio praticada pelo mercado de ouro na BM&F, na 6a. feira, foi de R$ 1,97/USD

A taxa de corretagem máxima praticada no mercado sobre as operações de compra e venda é de 0,40% (este é/era o valor no Bradesco). A taxa "normal" de uma verdadeira corretora costuma ser de 0,25%.

Os emolumentos são de aprox. USD 0,57/contrato de 250g

A taxa de custódia, para o ouro custodiado na própria BM&F é de 0,07% do valor médio diário ao mês, ou seja, aprox. 0,84% do valor médio de sua posição ao ano.

Sinceramente, acho que não há nada mais "barato" do que comprar e manter o seu ouro na BM&F.

A qualquer momento vc pode requisitar (mediante o pagamento de uma taxa de seguro) a entrega do ouro físico. Uma vez em suas mãos, vc só conseguirá vender o seu ouro na BM&F através de um fundidor credenciado. Ele irá atestar o grau de pureza e peso de seu ouro. O custo gira em torno de uns 2-2,5%.

173499 - uqaz  -  17 Mar 2013, 18:26
ed, estou querendo ter um mínimo caso de uma hora pra outra o dolar for pra cucuia. E ele vai, só não sei se verei isso rs.

Vamos ver se o spread do BB é justo. Qto ao grau de pureza, isso é mole. É só não romper o lacre da embalagem do ouro.

173498 - uqaz  -  17 Mar 2013, 18:20
Samu, se eu te dissesse que o banco é sediado em kingston, vc ficaria mais desesperado?

Só mandei algumas perguntas sobre custos pra eles...

Mas estou chegando à conclusão de que o custo vai me fazer optar pelo ouro físico. Além de ser mais vantajoso possuí-lo neh.

a. O spread do ouro físico é 8,5% compra ou venda;

b. O spread do banco de ouro é:

- Taxa de transferência internacional (wire transfer) limitado a R$ 10.000 com custo de R$ 125 (western union. Tenho que ver no meu banco qto eles cobram. No BB é uns 2,5% se não me engano). Isso dá uns 1,25% a 2,50%;

- Perda na conversão do R$ para o US$. Não quero nem saber qual é o tipo de dolar que vão usar, de qq forma estimo uma perda de no minimo 5% em relação ao dolar comercial;

- Perda na conversão do dolar pro ouro de uns 3%.

Estou achando que a.) sempre é melhor que b.)

173484 - edbmsev -  17 Mar 2013, 15:47
Citação: WILSONDAATIVA
Citação: samudutra
Citação: uqaz
Citação: WILSONDAATIVA
Uquaz
Recebeu resposta do Banco do ouro
eu não
Mandei sexta-feira de manhã. Vamos esperar uma semana.
Lembro que pedi um login para o fórum do infomoney...demorou 1,5 mês pra me liberarem.

Cuidado onde vcs estão colocando o vosso dinheiro!
Abrir conta por internet, em banco fora do pais (mesmo dentro), sei não!!
Também acho isso ,
Jamais abriria conta assim , minha vertente mineira é bem desconfiada ...

É só para ver o que dizem,
Temos fundos em BDRs açoes americanas , aqui no Bradescão mesmo.
Ouro ,é bom ter na gaveta , somente para admirar .
Segue link com informações sobre investimento em ouro.

A meu ver, ter ouro físico em casa não é uma boa ideia (além da questão da segurança, tem que pagar uma taxa salgada para comprovar o grau de pureza na hora da venda). Para quem deseja investir no ativo, a melhor forma é o escritural.

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